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"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver."

(Bob Marley)



" É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada."
(William Shakespeare)

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domingo, 6 de novembro de 2011

Um passo mais perto

O tempo é muito lento para os que espera, muito rápido para os que tem medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam, mas para os que amam, o tempo é eterno. **William Shakespeare *


A dor tem me dominado. Eu tenho enlouquecido, minha mente está fora do meu corpo, eu estou andando sem as pernas, voando sem asas e pisando no nada. Estou sem chão.
Eu tenho sobrevivido e quando penso seriamente em viver, me vejo com medo, medo de respirar e sentir o aroma de uma vida que sei que não posso ter. Talvez isso seja chamado de síndrome da vida.
Então fico a sonhar. 
A sonhar com o dia em que meus batimentos se mantenham acelerados, com o dia em que vou relembrar das cores, das muitas promessas nunca compridas e sim perceber que era só questão de tempo para cumpri-lás. 
Me digam, como posso ser corajosa, se me causam medo?
Como posso amar, se estou com medo de cair nas armadilhas do amor?
Me sinto só, mesmo rodeadas de pessoas, falta algo, tem um vazio dentro de mim, e não quero continuar me sentindo assim, sozinha no mundo.
Fico esperando, esperando pela resposta do tempo, da confirmação do destino.
E esperando ele, aquele alguém que não saberia dar nomes, que fará todas as minhas dúvidas de repente irem embora de alguma forma, forma essa que não sei explicar.
Só sei que me sentirei dando um passo mais perto, mais perto do amor.
Eu tenho morrido todos os dias da minha vida esperando por ele.
E sempre espero pelo dia em que ele me dirá: - Querida não tenha medo, eu tenho te amado por mil anos. E vou te amar por mais mil.
E quando o tempo ficar parado, só pra eu poder registrar o momento, ficarei olhando para ele e ali verei o quanto ele é tão bonito, bonito por inteiro, bonito e completo, mesmo nas suas falhas.
É, justamente aí que me obrigo a ser corajosa, paciente, e me faço lembrar de lutar por ele, mesmo não o vendo, mesmo não sabendo se ele realmente existe. E me prometo não deixar nada, nem ninguém tirar ele de mim, quando ele estiver na minha frente.
Sei que ele ainda não chegou, mas um dia ele virá. E então estarei pronta para gravar em mim, cada respiração, cada cheiro, cada imagem, cada som e cada gesto, por todas as horas da minha vida. 
Quero sentir que ele veio para isso, para não só me fazer feliz, como para me mostrar que ainda há esperanças para o amor, e que eu estou a um passo mais perto dele.
Fico a ouvir sua voz me repetindo mesmo que em sonhos: - Querida não tenha medo, eu estou aqui, tenho te amado por mil anos e vou te amar por mais mil.
E isso só me faz o tempo todo acreditar que eu irei encontrar-ló, muito além dos meus sonhos, o tempo vai trazer seu coração pra mim.
Eu tenho amado-o por toda minha sobrevivência e vou amar-ló por toda a minha existência, por que sei que ele tem me amado por mil anos e vai me amar por mais mil.
E com ele estarei sempre um passo mais perto da felicidade.


domingo, 9 de outubro de 2011

Tipo certo de garoto errado



Garoto Errado

Manu Gavassi

Alguém pode me explicar o que eu faço
Pra não me sentir assim
Eu já comecei a perceber
O efeito que você tem sobre mim
Meu coração começa a disparar
Será que eu tô pirando ou você quer me provocar?
Você me olha e eu começo a rir
Quando o melhor que eu faço é fugir
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
Eu nem sei o que eu gosto
Tanto, tanto em você
Seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo para eu não me apaixonar
Será que são mesmo reais
Os sinais que eu percebi?
Talvez eu esteja me iludindo
E você não esteja nem ai
Mesmo assim eu continuo a imaginar
Eu e você pra mim parece combinar
Eu sou a letra e você a melodia
Com você cantaria todo dia
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
Eu nem sei o que eu gosto
Tanto, tanto em você
Seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo para eu não me apaixonar
Eu já notei que tenho que tomar cuidado
Porque você é o tipo certo de garoto errado
É só você aparecer
Pra eu perder a fala e a confusão acontecer
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
E me diz porque eu gosto
Tanto, tanto de você
Foi seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo
Eu juro eu faço tudo
Eu juro eu faço tudo
Para eu não me apaixonar


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

É de você que estou falando...

Ele estava ali, tão risonho e discreto que nem eu quis invadir seu mundo particular, ele sorria, brincava, vivia, mas algo escondia, talvez não escondesse por querer, mas por simplesmente não ter por que falar no assunto.
Olhar seus olhos tão misteriosos me deixava fascinada, tentada a desvendar seus mistérios, mas a covardia e o pudor me obrigavam a manter-me na minha.
Até que de repente, num simples ouvir de uma música, na troca de conhecimentos, aqueles olhos tão misteriosos deixou ceder a nuvem e mostrou o brilho de seu segredo para mim.
Tão certo como 2 e 2 são 4, bastou uma só pergunta  para ele  segredar-me cada página de seu livro.
E como diz trecho da música tema de nosso assunto " fez dele um nobre domador, laçando acordes e versos dispersos no tempo".
Ele falou, falou de suas andanças por São Paulo, da vida a dois, e quando se tornou vida a três, falou do amor ao trabalho, do rumo que tomou sua vida, das derrotas que fizeram rotas e hoje estão enfim completando mais um capitulo no seu livro, das faculdades, de suas responsabilidades, do pouco valor que lhe deram, da sua dedicação, do zelo pelo filho, da morte que mostrou-se vida, da desgraça que virou graça, da fraqueza da mente, da decisão, do pedido de ajuda, da reviravolta, de se sentir capaz, mesmo quando tudo se mostrava incapaz, de se tornar maduro e menino.
De aprender  a rir e a chorar com o filho. De ir descobrindo coisa nova quando julgava  que já sabia tudo. De ver o brilho no olhar de sua criança e perceber que se tornou pai bobo, mais feliz. De sentir saudade e dá nome a ela. De falar ao telefone, de torcer pelas férias, de perceber que seu bebê cresceu e já pensa em garotas com a mesma idade que você começou a pensar nelas, aí você não sabe se fica orgulhoso por ver que ele se parece tanto com você, ou se fica preocupado por ele está crescendo tão rápido, mas é óbvio que pra você ele será sempre aquele bebezinho de colo, que você tentava pôr pra dormir.
 Era  ele aquele homem alto forte, tão decidido e tão pé no chão, seguro de si e exemplo de força, tão sensível assim, a ponto de relatar tudo com tanta emoção que até uma canção seria mera troca?
Não era possível, que um homem como ele, tão risonho e brincalhão, tivesse passado por tanta  aflição, como o ouvir contar.
Mas de quê nunca , eu estava entusiasmada, sua vida era de um fascínio indiscutível. Eu queria ouvi-lo falar mais, a letra de uma das suas músicas preferidas soava de fundo e sua voz máscula e ao mesmo tempo tão emotiva dava-me aquele ar de que ele era apenas um fantasma, que fosse impossível existir pessoa tão fantástica quanto ele.
Fiquei ainda mais tentada a saber mais sobre ele, e lhe perguntaria mais, se o tempo não ousasse roubar de nós as horas e fizesse ele perceber que já estava bem tarde e que chegava o período de ir embora, ficaríamos ali por toda a vida.
Sentir-me muito frustada com o "tempo", mas faiscava de felicidade ao sentir muito confiável aos seus olhos a ponto dele ter coragem e desejo de me contar sua quase vida toda, sem ao menos me conhecer direito. Ele confiou em mim e isso foi a maior de minhas glórias, ele sentiu-se bem ao me contar e eu muito feliz em ouvi-lo.
Já o admirava só de olhar, com sua vivacidade e inteligência, era a melhor pessoa a se espelhar naquele lugar e depois de cada letra cantada, de cada momento relembrado, fiquei confesso, fascinada por ele, como por ninguém, assim como a letra pela melodia .
Ele era mais velho do que eu podia imaginar, seu corpo largo e comprido se mostrava a personificação da força, uma força que vinha de dentro, força essa que era apenas sua.
Então, aqui está o texto, para quem ler espero que tenha gostado e quem se enquadra nessas características, saiba que " É DE VOCÊ QUE ESTOU FALANDO". 



sábado, 6 de agosto de 2011

♫ Quando Assim ♪



Quando Assim

Núria Mallena


Quando eu era espera,
Nada era, nem chovia, nem fazia;
Só senti que a calma, não acalma

Quando só há solidão.
Quando eu era estrela
Era inteira na mentira que eu dizia
Ser o que não era,
Convencia, dentro da minha ilusão


Quando eu fui nada,
Faltou nada, tudo pronto pra escrever


Eu não sabia buscar,
Foi quando apareceu,
O que eu quis inventar,
Pra preencher o meu mundo particular,
No peito que era seu
No seu mundo não há
Mais nada que não eu,
Já sei dizer que o amor pode acordar.


Eu não sabia buscar,
Foi quando apareceu,
O que eu quis inventar,
Pra preencher o meu mundo particular,
No peito que era seu
No seu mundo não há
Mais nada que não eu,
Já sei dizer que o amor pode acordar.


 
OBS: Música dedicada a meu grande amigo Liniker.
-Pensou que eu ia esquecer de você, ou pensou que eu não teria coragem de postar? Pois bem,tanto a primeira quanto a segunda opção estão erradas, eu jamais esqueceria de você e sou mulher o suficiente pra fazer o que me dê na telha a hora que achar que devo, então está aqui a música, a música que adoro ouvir e que é bem a sua cara, sei lá por quê, só sei que me lembra você, e é bem do jeitinho que deveria ser. Bjos pivete, bye bye gúri!! ♥♥♥

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O tempo tem levado meus bons momentos

Estou com saudades da nossa amizade, do tempo em que falava bobagem na escadaria da bíblioteca, de ouvir seus resmungos quando eu brigava com você, de te fazer rir com qualquer besteira, de andar de mãos dadas pelo colégio, pelos altos e baixos que passamos juntos, enfim, por tudo, tudo que me fez bem e tudo que também considerávamos ruim.
Tenho tanta saudade, que já não sei se é possível medir ou explicar, foram 4 anos de muita vida, de vida que não volta atrás, de coisas que fizeram a gente perder o juízo e recuperar assim sem muita desculpa, talvez isso seja uma característica nossa, voltar do zero sem muitas explicações, sem desculpas, era a coisa mais louca, brigar e do nada voltar a se falar como se nada tivesse acontecido, erramos tão meninos, tão bobos.
Imagina só que passámos anos nos amando sem coragem de tomar uma iniciativa definitiva, mesmo eu que sempre fui tão determinada, nunca fui além de provocações, e você nunca teve coragem suficiente pra dizer o que verdadeiramente queria, era algo muito além da admiração, do carinho e da compreensão.
Recordo-me das letras de músicas que você lia pra mim, de algumas que cantava ao meu pé de ouvido, das pitadas de ciúmes que sentia dos meus namorados e eu das suas amigas mais íntimas além de mim, sempre fui claustrofóbica de ciúmes, era algo fora do meu controle. Que tempo bom!
Sinto falta das conversas, de chorar centenas de vezes em seu ombro, de repetir milhares de vezes que te amava, de dizer ao mundo que gostava de você, de querer estar ao seu lado mais do quê ao lado de qualquer outro, de não me cansar de ouvir seu NÃOS, de ser sempre eu mesma ao seu lado, das loucuras que fazíamos juntos e de todas as outras que metíamos outras pessoas, mas as mais legais eram as que eram só nós, os segredos que nós dois juramos guardar pro resto da nossa vida, que prometemos ficar só entre nós, mas que bastou encontrarmos nossos melhores amigos (estilo Sr Araújo e Sra Dessa) pra contarmos tudo, só a gente mesmo, era tão cômico a forma que fazíamos loucuras, que até me fascina!
Hoje, é tão triste ter histórias pra contar e não ter você aqui pra rir ou chorar comigo, ou ao menos pra fazer sala, dá colo, foi mais triste ainda saber que você anda fazendo pão, bolo e eu não pude provar um só pedaço, assim como você fazia com minhas tentativas frustantes de fazer bolo (que você jurava está bom, só por quê você sempre adorou bolo solado, rsrsrs..., só você mesmo!) .
Até de te querer eu sinto falta, de querer bem, de está perto, do som da voz, de você ser meu sol, minha luz, de ser o nerd, de ver você levar ferro nas provas de física e eu  passar, só por que eram alternativas de assinalar e não de calcular como você sempre preferiu.
De fazer descobertas simples, tipo aquela frase tosca de "levar um tapa sem mão" que um colega nosso falou e não levamos fé que o ditado existia, só por que o bendito colega era tão louco que nada fazia a gente acreditar que o termo tapa sem mão existia mesmo.
Bom, talvez eu não só sinta falta de você, mais sinta falta da pessoa que eu era com você, meio maluca, meio ingênua, meio menina, meio mulher, de querer provar aquela sensação com a bala ICEKISS (rsrsrs... acabei de te deixar sem graça!) . Olho as nossas fotos, e não consigo evitar as lágrimas de rolarem pelo rosto, elas são frescas e trazem em cada gota um gosto caracterizado da suadade, da sua imagem, do seu toque, do seu abraço, do seu colo.
As vezes leio seus textos, que eu sei que não tem nada haver comigo, mas me faz lembra você, seu jeito de falar comigo, sua forma de manipular as palavras, seu jeito meio egocêntrico, de as vezes temer demais pelo que os outros vão pensar de você se você fizer isso ou aquilo, seu perfeccionismo, seu lado arrogante e as vezes bruto, e fico imaginando por que deixei você escapar de meus dedos como quiabo que escorrega quando cortado, não dá pra entender como a distância tem me feito sonhar acordada com aqueles bons tempos que eu seu que não voltam atrás.
O tempo tem levado de mim nossos bons momentos, o que resta é a pura e sublime lembrança de ter estado ao teu lado nos bons e maus momentos da minha vida, é óbvio que teve outras pessoas importantes, como Sr Araújo, Mademoiselle, Sra Dessa e demais personagens bastantes significantes, de qual não estou tirando o mérito, nem seria justo fazer isso, mas a questão que o nosso caso, seja lá de amor ou de amizade, ou amoroso, ou fraterno, não me importa e pouco importaria a qualquer um, foi um caso, e um baita caso, que me doí não existir mais, que me faz rever meus conceitos sobre a vida e os bons amigos.
Na verdade eu estou escrevendo esse texto sei lá por que, talvez por que a saudade esteja demais, por que ela me sufoque de tal forma que a única e saciável solução tenha sido escrever, eu sei que não irá conter, sei que muitas águas ainda irão rolar e que essa saudade ainda vai aumentar, mas eu precisava tentar libertar a saudade, talvez também seja por que eu precise dizer em público o quanto você é importante pra mim, o quanto te amo, o quanto me sinto bem ao seu lado, eu sei que você lerá isso, sei que morrerá de vergonha por eu ter exposto pra o mundo a saudade que sinto de você, sei também que você pode me considerar dramatica, que pode ficar com raiva e nem falar mais comigo, mas isso era algo que sentir vontade de fazer e me perdoe se puder e quiser mas não me arrependo de nenhuma palavra, nenhuma frase, nenhum sentimento expressado aqui e de nada que vivi.
Bom, tenho de terminar e a melhor forma de terminar é agradecendo, então te agradeço por tudo, por existir, por ter feito e continuar fazendo parte de mim, você estará sempre aqui, bem pertinho do peito.

Obs: Dedico esse texto a Levi Ventura

domingo, 12 de junho de 2011


Feliz dia dos namorados! ♥♥♥


Eduardo e Mônica

Legião Urbana
Composição : Renato Russo


Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram


Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"


Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"


Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard


Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo


Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês


Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão


E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser


Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar


Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz


Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão

Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação


E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?



domingo, 15 de maio de 2011

Pra Você



Pra Você

Paula Fernandes
Composição : Paula Fernandes e Zezé Di Camargo


Eu quero ser pra você
A alegria de uma chegada
Clarão trazendo o dia
Iluminando a sacada


Eu quero ser pra você
A confiança, o que te faz
Te faz sonhar todo dia
Sabendo que pode mais


Eu quero ser ao teu lado
Encontro inesperado
O arrepio de um beijo bom
Eu quero ser sua paz a melodia capaz
De fazer você dançar


Eu quero ser pra você
A lua iluminando o sol
Quero acordar todo dia
Pra te fazer todo o meu amor


Eu quero ser pra você
Braços abertos a te envolver
E a cada novo sorriso teu
Serei feliz por amar você


Se eu vivo pra você
Se eu canto pra você
Pra você

sábado, 30 de abril de 2011

A falta manipula uma alma e fere um espírito



A dor me levou aonde eu estou, me levou a ver a vida de outro ângulo.
Eu não custumo me arrepender das coisas que faço e também faço tudo pra não me arrepender daquilo que não fiz.
Subestimei meus limites e fui em frente em algo que sabia que poderia ser doloroso, mas nem olhei pros lados, enfrentei o novo e encarei a realidade, fiz o que achei que devia sem ao menos imaginar as consequências.
Ao abrir os olhos eu estava lá, vivendo uma vida que não era minha, andando num carro que não era meu, tendo desejos que não me pertencia.
Eu me sentir culpada, quis fugir, tentei esconder, mas não foi o suficiente, eu já estava presa na teias dessa vida. Já fazia de conta que eu pertencia aquele mundo, como diz o ditado ”se não pode com ele, junte-se a ele”, e foi exatamente o que eu fiz, me juntei aos desejos e aos medos e transformei a sede de respostas num saciar de perguntas e hoje estou aqui, justamente numa vida que não é minha.
Antes eu sentia falta, hoje a falta me sente, antes eu que esperava, questionava, hoje sou esperada e a cada dia mais um questionamento que eu não sei como responder, as coisas foram saindo do meu controle, o que era rotina tomou novos rumos e hoje sou eu que dou desculpas, sem nenhuma vontade de saber as dos outros, hoje eu tenho meus próprios motivos, minhas próprias desculpas, minhas próprias respostas, respostas essas que eu tenho que saber responder, e que por mais irônico que seja eu não tenho como responder.
Nos primeiros momentos tive recaídas, pensei que não ia conseguir, desafiei a força dos meus limites, mas hoje que já passei por tudo isso, que vi o que sentia se desmanchar como pó, não vejo motivo pra lutar, receio que seja em vão explicar agora, mais não me custa nada apenas desabafar.
Tudo começou exatamente com aquela severa frase idiota que ele me disse, aparti daí tudo mudou, por mais que eu agisse da mesma forma, por mais que eu quisesse que tudo fosse como antes, eu sabia que não seria, eu me conhecia e pior eu conhecia ele, eu não podia ser a mesma com ele, não tinha mais clima, bom como eu disse anteriormente tudo foi saindo do meu controle e quando eu vi eu já não estava mais presa a ele.
As palavras dele me fizeram pensar, martelaram na minha cabeça, até eu finalmente perceber que já não havia mais cadeias, mais laços, mais alianças, eu estava livre e foi justamente ele que me libertou, não era o que eu queria, não precisava disso e doeu muito a noção que tive ao notar que eu já não era mais dele e ele já não era mais meu, ele podia me dizer o que quisesse, por mais que eu o amasse, que o sentimento ainda palpitasse dentro de mim, não havia compromisso, não havia regras e não havia nada pelo que lutar, ele até tentou explicar, consertar as coisas, ajeitar como diria o próprio, mas não ajudou em nada, eu sempre tive minha cabeça formada e sempre acreditei que palavra dita não se muda com desculpas, ofensas feitas não se recupera com frases prontas, é bem lógico, ele havia criado uma ferida e essa ferida não iria sicatrizar com o arrependimento dele, eu até queria que fosse fácil assim, mas a burrada já estava feita e por mais que eu quisesse eu não tinha como consertar, nunca fiz medicina ou coisa parecida, eu não era especializada em curas, apenas sabia conviver com as feridas e não sicatrizar-las.
Ele não fazia idéia do que eu sentia e eu não diria, assim como não disse, sufoquei a dor sendo o mais apaixonada possível, demonstrando todo o amor que eu sentia, colocando pra fora tudo que devia, pelo menos era o que me cabia fazer, antes que tudo aquilo me sufocasse.
Eu havia perdido a confiança nele, havia destruido os laços, havia criado minhas próprias conclusões e não havia como mudá-las, ele sabia que seria assim, ele só não imaginava que acontecesse tão rápido, assim como eu, mas aconteceu, eu perdi o respeito, o carinho e o compromisso que regia o nosso amor.
Eu continuava amando-o, querendo-o, desejando-o bem, mas já não era como antes, eu olhava pra ele agora como um amigo que eu amo, zelo, cuido, quero bem, e desejo-lhe felicidades, mas nunca como o meu namorado, como o homem que eu pensei em ter uma vida, como eu disse tudo havia mudado, e ele já previa.
A minha ausência, a minha falta de notícias, eu realmente comecei a ficar mais ocupada, a não ter tempo nem ao menos pra respirar, eu já não tentava mais lutar pra vê-lo, já não tinha motivo pra quere-lo como antes, então eu simplesmente deixei a vida me levar, já que eu não podia levá-la eu fui com ela, deixando ela me levar, e ele notou bem isso, a minha distância, a minha ausência declarada era bem aparente.
Eu quis lhe dá explicações, quis falar com ele, tentar recuperar o que havia perdido, mas não cabia a mim, não era mais meu dever, sempre tiver o dever de cuidar, de respeitar, de ser dele e somente dele, mas daquele dia em diante já não era mais assim.
Ainda me doí pensar assim, me doí ver que mais um conto de fadas virou história de terror, eu estava morta mais uma vez, e o que me cabia era apenas tentar suportar a dor tentando acalmar a dos outros, e foi isso que eu fiz.
Segurei a barra, respirei fundo e fui em frente no meu objetivo, passei a olhar pra os problemas ao meu redor e não aos meus, não as minha dores e quem sabe assim eles por si só não se resolvesse ou desaparecesse de uma vez.
Eu ainda continuaria sendo sua amiga, sua ouvinte, sua companheira, sua queridinha e ele também seria o mesmo pra mim, eu zelaria por ele como nunca, amaria ele até a minha morte, só não falaria mais nisso e não seria quem ele queria que eu fosse, como eu disse eu já não era mais sua namorada, agora eu era apenas sua amiga.
Hoje tentei falar com ele, mas ele não pode me responder e eu então como já tinha dito antes deixei a vida me levar, até o dia que tudo fique em pratos limpos, eu enfim abrir mão dele, na verdade sempre soube que não era mulher pra ele, ele merecia coisa bem melhor, então por amor a ele e por entrega total, não lutei mais por ele, apenas deixei a vida tomar seus rumos e fiz das forças coração pra não chorar mais, não desejar voltar atrás.
Hoje eu vi que a falta manipula uma alma e fere um espírito gravemente mesmo sem a gente perceber.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Sonho meu

Não falta muito tempo pra eu acordar, mais uma vez eu sonhei com ele.
Ele estava aqui de olhos fechados, deitado no meu colo, sussurando meu nome.
Eu já sabia que era sonho, estava óbvio, o simples fato de têr-lo aqui já deixava bem claro isso. Mas eu não poupei detalhes, nem me permiti abri  os olhos, mesmo sabendo que a hora se aproximava, e eu precisava levantar.
Deixei o sonho prolongar, aproveitei para acariciar seu rosto, cheirar seu cabelo, dizer eu te amo bem baixinho no seu ouvido, bagunçar seus cabelos com meus dedos, morder de levinho sua orelha, cheirar-lhe o pescoço, beijá-lhe a boca, e suspirar seu nome a ponto de lhe fazer acordar.
E te vendo aqui de olhos abertos, esses olhos castanhos claros que derepente muda de cor, que me faz delirar só de percebe-los a me olhar, pude até acreditar que isso não era um sonho e meu coração com facilidade pode notar que aqui você está.
Seus lábios desejava os meus e com sua voz você pedia: -Beije-me!
Mesmo sem responder, meus lábios  foram de encontro ao teu e insaciaveis, puxava-me cada vez pra mais perto, fazendo-me sentir dominada, rendida.
É, não podia ser outra coisa a não ser, sonho meu!
Seus braços me envolvia nos seus, seu toque roubava de mim a razão, seu abraço minha força e a cada beijo uma nova sensação.
Seu corpo pedia o meu e o meu clamava pelo seu.
Foi exatamente quando no calor do momento, na contagem do tempo, onde se aproximava o momento, que uma voz soa de fundo dizendo: -Já está na hora de acordar, já são 6 e 15, se não levantar vai se atrasar!
Meus olhos custaram a acreditar e de leve e com muito esforço foram se abrindo e assim pude perceber que verdadeiramente estava a sonhar.
Você aqui não estava!
Eu estava apenas a delirar!
Mais uma vez a te imaginar!
Acreditando que desse sonho eu não iria acordar.
O que fazer? Onde você está?
Por quê não vem me amar?
À que horas vai chegar?
É, era só mais um sonho meu!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Meu Querido Jonh

Foi um bálsamo para mim assitir o filme antes de ler o livro. Apesar de todos falarem e comentarem que o livro era ótimo, eu precisava que de uma prévia, de algo que me provasse que não era mais um romancezinho clichê. E finalmente me deparei com algo surpreendente, uma história fantástica, que até para mim que descrevo cada detalhe de tudo que vejo ou esculto, fico abismada como não consigo descrever tal perfeição e impressionante enredo.

Já assitir vários e vários filmes, li livros e mais livros, mas nada que se comparace a estrutura e abundante emoção sentida ao ver cada cena do belíssimo filme. Olha sou uma crítica nata, que condeno os diretores de filmes, quando se trata de filmes baseados em livros, mas confesso que tal diretor caprichou na enfase dada em cada detalhe deste filme, fazendo assim com quê os fãs de livros como eu se derreta ainda  mais pelo livro do quê já nos derretemos. É deslumbrante ver que o diretor não poupou criatividade ao dirigir e coordenar tal filme.

Observa-se também que até em meros detalhes, como medir o tamanho da lua cheia com o polegar, a levar uma bala no peito e ali pensar nas duas coisas mais importantes da vida, tem algo especial. Podemos sentir e ver também o amor ao país que foi maior que o amor carnal, homem e mulher, que o amor ao seu próximo pode superar o amor a você mesmo. Que muitas vezes não basta só amar ao próximo, deve-se fazer algo por ele. Que nem sempre as pessoas são caladas ou fechadas por que querem, por trás disso tem algo, talvez não tão drámatico ou crítico como muitos pensam, mas sim tem algo, algo que impossibilita a pessoa de se expressar, isso não quer dizer que ela seja uma aberração, mas que ela pode surpreender-lo a qualquer momento, seja presentindo o perigo ou notando que aquela pessoa é boa, mais para algo ela irá servi e quando menos esperar ela vai mostrar a que veio.


Talvez esse seja só um filme, só um livro, só uma história qualquer, só mais uma ficção, mais um best-seller que chamou a atenção das pessoas, mas  verdade seja dita, valeu apena cada segundo que ganhei assistindo a esse filme, a lição de vida adquirida ultrapassa cada ano vivido da minha vida, nunca tive sensação parecida ao assistir um filme, durante esses meus poucos e bem vividos 19 anos e 10 meses de vida.


Não é só o texto, os atores (que por sinal foram espetaculares em cada cena, transformando o comum e básico na mais incrível e fabulosa história), o enredo, ou o lugar escolhido para cada cena, a praia, os países em guerra, ou a casa rica da fazenda, mas também a trilha sonora que nós fazia viver, está ali dentro do filme, vivendo cada cena, cada dor, emoção, amor, sentimento dos personagens.


Confesso que eu mesmo ao ínicio do filme imaginei diversos finais cabiveis, mas tal final me deslumbrou, talvez seja um comentário tendencioso, já que eu amei o filme, mas confesso que nem a minha mente fértil e mirabolante conseguiu imaginar tão simples e inacreditável final, jurava eu, que terminaria como mais um final drámatico como o de Romeu e Julieta, ou como o de Um Amor pra Recordar ( não que os finais citados sejam ruins, pelo contrário, não tenho nada contra a finais drásticos, eu até gosto, dá mais emoção a história, não fica parecendo um conto de fadas), mas não o filme, mesmo não usando a inspiração de outras histórias lideres de bilheteria dos corações apaixonados, foi bem agradável aos olhos dos seus telespectadores com a sua autenticidade.


Fiquei feliz por ter alguém para me escrever e-mails, tá, eles não são como as cartas de John Tyree e Savannah Curtis, mas chegam bem perto, por que me motiva a ama-lo e deseja-lo ainda que longe e até mesmo a distância não é capaz de tirar a presença dele de perto de mim.


Talvez ele já saiba e eu não precise repetir, mas pode ser que ele duvide, subestime, ou apenas não acredite, então não para prova-lo, mas apenas para que fique marcado como uma forma de afeto e por que também não me custa nada falar, - Você é muito importante para mim. Eu te A .., tá meu querido.

Meu querido John!

Não contarei o final do filme e nem tentarei subestimar a imaginação de vocês, meus caros leitores, apenas sugiro que leiam o livro e assistam ao filme tão comentado neste texto, Meu Querido Jonh.

E deleitem-se com a mais profunda e fascinante história dos últimos tempos, a  desse filme.
Bom programa para uma tarde tranquila e sem traumas.
Espero que a prova que o filme me deu de que o livro é bom, seja verdadeira, por que foi atráves do filme que desejei ler o livro.
Estou agora a espera de condições para poder têr-lo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quarteto

Acabei de me dá conta que está acabando.
Que terei de me despedir de histórias de 4 anos, que só tenho mais ou menos 4 dias pra dizer tchauzinho queridos e queridas.
Que eu já não terei mais que acordar cedo, nem brigar com o travesseiro e puxar o lençol dizendo: - Não, ainda não é hora!
Que lutei tanto pra passar de ano e agora que passei, quero repetir e voltar tudo de novo, ter ao meu lado os loucos dos meus colegas de sala e as reclamações dos professores dizendo que a minha sala é a sala mais insuportável da escola.
Que agora terei que suportar ao invés das cobranças dos professores a da minha mãe.
Que aqueles que eu estava acostumada a ver todo dia, de Segunda a Sexta e não me cansar da cara, por que até no Sábado e no Domingo eu fazia questão de vê-los, só verei agora nos finais de semana e feriados e olhe lá.
Que eu terei de controlar a saudade e as lágrimas para não as transforma-las em oceano.
Que não serei a jornalista principal da escola, afinal eu sabia de tudo, se quisesse baixar a ficha de alguém, bastava ir ao 4º ano de informática que todos iriam indicar Larissa Ribeiro, Andressa Gonçalves, Levi Ventura e Ueslei Menezes como seus informantes oficiais, era questão de honra informar a todos o que acontecia na escola.
Vou sentir falta das resenhas que tínhamos todo santo dia, de chegar e esperar o quarteto se formar e começar mais um dia cheio de surpresa.
Ah, me dei conta de como minha vida era boa, de como era importante estudar, ser nerd.
Sentirei falta de fazer prova de Estatística em quarteto e ajudar só na hora de colocar o traço no final da prova. Meu Deus, com quem eu vou fazer prova agora? Sem meus Super Hérois e minha Heroína, o que será de mim?
Não suportarei ficar longe deles um só minuto. Ora, eles fizeram parte do meu crescimento, da minha história, sem eles nada tem graça.
Com quem eu vou pra praia quando não tem estágio, com quem eu vou pros shows mais loucos, com quem eu vou ao cinema e criticar os filmes, com quem eu vou falar bobagem, sabendo que vão rir?
Se um dia forem fazer um livro sobre o Iceia, creio que terão que chamar o quarteto fantástico, LN, AG, LV, UM, porque nós sabemos tudo que aconteceu durante esses 4 curtos anos.
Recordo-me que reclamávamos tanto por ter mais um ano de estudo e agora que esse bendito ano está acabando, estamos aqui pedindo pra ter mais um.
Com tudo isso receio ter perdido as palavras para finalizar este texto, então termino dizendo somente que tudo que vivi valeu apena e que não me arrependo de nada, que se pudesse viveria tudo novamente.
Minha palavra final então é:
Já estou com saudades Quarteto!
Vocês serão eternos na minha memória.





quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Gosto tanto de você

Gosto Tanto de Você
Lulu Santos
Composição: Lulu santos


Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer


Eu acho tão bonito isso de ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fulgaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontencer


Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me da
Isso vai sem eu dizer


Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho e o que eu perco
Ninguem precisa saber




sábado, 20 de novembro de 2010

É tão bom

É tão bom, rir novamente e com uma pessoa diferente.
É bom, ver novos rostos e novos gostos.
É bom, me sentir feliz.
Saber que meu coração está mudo, mas que mesmo assim eu estou bem alegre.
É bom não ter expectativas.
É bom não saber de nada.
É bom lidar com o inexperado.
É bom não repeti histórias.
É bom não saber o que pensar.
Só sorrir e amar sem limites.
Vivendo a vida!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Meu Jasper


Certa noite eu fiquei pensando como fazer para não me apaixonar por você. É que nesses poucos dias, pouco tempo de conversa, observei que me apeguei a você, como me vicio numa boa música.
Me tornei escrava da sua presença e dominada pela sua conversa, não que eu esteja apaixonada, nem que isso vá acontecer, é que me sinto bem falando com você.
Me vejo em outro ambiente, não quero transformar você em minha obsessão, mas você está sempre no meu pensamento e não me deixa dormir e isso não é bom.
Sinto saudade e falta quando não aparece.
Você me faz rir, também me irrita as vezes, é chato e bem bobo, mas gosto disso em  você.
Quando penso em você lembro logo do Jasper e consigo me livrar da imagem da Bella, é bem melhor ser Alice do que Bella, por que ter um Jasper como você tira do Edwuard todo o seu valor e importância.
Sim, eu me sinto Alice, prevendo os passos e as ações de alguns e ainda mais tendo você, meu Jasper, tentando acalmar meus ânimos.hihihihihi...
Bom, querido Jasper, você tem sido muito importante na minha recuperação e agradeço pela sua atenção.
Descobrir que será meio que impossível não me apaixonar por você e nem vou tentar evitar, vou deixar nas mãos do destino, que a responsabilidade seja dele, ele arque com essas questões de paixões.
Eu sendo Alice e você meu Jasper!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sorriso de foto 3X4

 Eu vi tudo acontecer de novo.
 Estava eu a olhar os ônibus passar e me lembrei de um certo momento, um dia em que eu estava super brava com meu pai, ele havia me tirado do sério, era difícil isso acontecer, mas nesse dia ele conseguiu.
Fiquei sem comer e roxa de raiva, comentei com meu amado(meu namorado na época) e ele preocupado, me pediu pra não ficar em casa pra não brigar, mas também não queria me deixar sair sozinha, me pediu então como solução para o problema, para ir a sua casa e eu não vi problema.
 Sempre amei a irmã dele, e a mãe era a melhor sogra que já tive.
Iriamos assistir um filme, comer pipoca e rir bastante com os alunos da mãe dele. Então fui, fizemos tudo aquilo que descrevi acima, assistimos um filme louco, rimos pacas, ele me entupiu de pipoca, fiquei vendo ele ser criança brincado com o filho do padastro (sempre gostei dessa parte, ele esquecia as preocupações e agia só com o coração, era quando eu mais o amava), parecia que esquecia do mundo.
Mas não era um dia qualquer, era uma tarde única, nesse dia ele teria que tirar uma foto para o crachá da empresa onde ele iria trabalhar. Eu fui com ele com a função de só acompanhar.
Ele se preparou para a foto, todo sem jeito, ele odiava tirar foto,(me recordo que briguei uma vez com ele por que ele não queria tirar fotos comigo,”sempre brigávamos por besteira” mas ele acabou tirando a foto), mas era pra o trabalho, e ainda era exigência da empresa que os funcionários estivessem sorrindo na foto.
Eu não resistir, cair na gargalhada , era ilário a cara dele de terror, em nenhuma foto ele saia sorrindo, parecia um fantasma, um vampiro, sempre sério, com cara de morto ( eu amava isso nele) , para faze-lo rir era um sacrifício.
Ele tirou uma, duas, três, quatro, cinco fotos e nenhuma era sorrindo, ele se esforçava, mas não adiantava, ele já estava perdendo a paciência, quando me perguntava o que eu achava, eu não agüentava e ria sem parar.
Até que resolvi ajuda-lo, lembrei que quando queria que ele risse eu fala o quanto ele era bonito, o quanto era charmoso e isso deixava ele tão sem graça que acabava sorrindo, era o único jeito, para faze-lo rir. E eu fiz, comecei a falar da beleza dele, o quanto ele era gato e de pouquinho em pouquinho o sorriso foi aparecendo, o fotografo aproveitou a deixa e bateu a foto, exatamente naquele momento ápice do sorriso.
Ele ficou lindo, com um belo sorriso e eu bem satisfeita, com esse feito tive o direito de escolher duas fotos nossa pra mim e recebi um beijo incrível. E eu ainda explorei, pedi que ele me desse mais duas fotos, a 3X4 da carteira de trabalho dele, que achei ele lindo (sei que essas fotos são todas feias, mas a dele era linda), e a 3X4 que ele sorriu.
 Ele me deu, ele sempre foi um namorado espetacular (sempre achei que nosso namoro fosse durar mais, mesmo o povo fazendo previsões contrarias, existia amor, respeito, valor, dedicação, razão e companheirismo).
 Voltamos para casa dele e eu recebi meu prêmio, lembro bem que ele morria de vergonha de mostrar a foto, não queria que ninguém visse, era estranho vê-lo sorrir, principalmente em foto, na verdade até pra mim, que adorava seu sorriso.
Ele sempre teve um sorriso radiante e eu era fascinada por ele.
Quando o padastro dele viu a foto, gastou muito com a cara dele, mas ninguém podia negar, ele estava lindo!
Foi um dia incrível, nada pode me fazer esquecer.
Lembrando disso eu vivi cada sensação, cada detalhe e vi acontecer novamente aquele dia.
Sentir saudades de momentos como esses, em que riamos de besteiras e essas besteiras era o que fazia a diferença.
Eramos um casal legal, ainda hoje me pergunto, por que não durou mais?
E eu mesmo respondo: - Eu fui idiota demais!
Esses são tempos bons que não voltam atrás, nem nunca mais!

Eu ainda tenho essas fotos!

domingo, 3 de outubro de 2010

Forma de Amar...

Tão estranho a forma de amar,


Amamos e sentimentos ciúmes,
Ciúmes bobo, muitas vezes inconveniente.
Amamos e sentimos medo,
 Medo de um dia estar só, de que a pessoa amada siga em viagem sem lhe Presentear com uma passagem para o mesmo lugar.
Amamos e sentimos raiva,
Raiva de não sermos entendidos, como se a pessoa amada tivesse a obrigação de ter o dom da premonição, e pudesse nos compreender pelo menos naquele momento que mais estamos chateados.
Amamos e sentimos muitas vezes rejeição,
Pelo simples fato de não ser notado o novo corte de cabelo, a nova roupa, a nova investida.
Amamos e nos tornamos loucos,
Loucos pela felicidade a dois, um mundo colorido feito para apaixonados.
Loucos pela vida, como se o hoje fosse um dos dias dos milhões que ainda viveremos.
Tão estranho a forma de amar,
Somos muitos em um só, muitos sentimentos, muitos desejos, muitos planos...
Não quero dominar o amor, quero que o amor nos domine.
Pois amor que é AMOR, é tudo... é certeza, é companhia, é amizade, é paixão, é criança, é eterno.
Tão estranho esta forma de amar,
Que me perco até nos versos mais simples de um poema,
Pois tem tantas formas de se escrever sobre o amor, algumas simples outras complexas,
Mas todas com o mesmo sentido,
Que o amor tudo supera.