Seja bem vindo!!!!!!!

Olá, que bom que apareceu, espero que goste desse blog e fique de vez!!!!!!!


"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver."

(Bob Marley)



" É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada."
(William Shakespeare)

Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de outubro de 2011

Tipo certo de garoto errado



Garoto Errado

Manu Gavassi

Alguém pode me explicar o que eu faço
Pra não me sentir assim
Eu já comecei a perceber
O efeito que você tem sobre mim
Meu coração começa a disparar
Será que eu tô pirando ou você quer me provocar?
Você me olha e eu começo a rir
Quando o melhor que eu faço é fugir
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
Eu nem sei o que eu gosto
Tanto, tanto em você
Seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo para eu não me apaixonar
Será que são mesmo reais
Os sinais que eu percebi?
Talvez eu esteja me iludindo
E você não esteja nem ai
Mesmo assim eu continuo a imaginar
Eu e você pra mim parece combinar
Eu sou a letra e você a melodia
Com você cantaria todo dia
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
Eu nem sei o que eu gosto
Tanto, tanto em você
Seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo para eu não me apaixonar
Eu já notei que tenho que tomar cuidado
Porque você é o tipo certo de garoto errado
É só você aparecer
Pra eu perder a fala e a confusão acontecer
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
E me diz porque eu gosto
Tanto, tanto de você
Foi seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo
Eu juro eu faço tudo
Eu juro eu faço tudo
Para eu não me apaixonar


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

É de você que estou falando...

Ele estava ali, tão risonho e discreto que nem eu quis invadir seu mundo particular, ele sorria, brincava, vivia, mas algo escondia, talvez não escondesse por querer, mas por simplesmente não ter por que falar no assunto.
Olhar seus olhos tão misteriosos me deixava fascinada, tentada a desvendar seus mistérios, mas a covardia e o pudor me obrigavam a manter-me na minha.
Até que de repente, num simples ouvir de uma música, na troca de conhecimentos, aqueles olhos tão misteriosos deixou ceder a nuvem e mostrou o brilho de seu segredo para mim.
Tão certo como 2 e 2 são 4, bastou uma só pergunta  para ele  segredar-me cada página de seu livro.
E como diz trecho da música tema de nosso assunto " fez dele um nobre domador, laçando acordes e versos dispersos no tempo".
Ele falou, falou de suas andanças por São Paulo, da vida a dois, e quando se tornou vida a três, falou do amor ao trabalho, do rumo que tomou sua vida, das derrotas que fizeram rotas e hoje estão enfim completando mais um capitulo no seu livro, das faculdades, de suas responsabilidades, do pouco valor que lhe deram, da sua dedicação, do zelo pelo filho, da morte que mostrou-se vida, da desgraça que virou graça, da fraqueza da mente, da decisão, do pedido de ajuda, da reviravolta, de se sentir capaz, mesmo quando tudo se mostrava incapaz, de se tornar maduro e menino.
De aprender  a rir e a chorar com o filho. De ir descobrindo coisa nova quando julgava  que já sabia tudo. De ver o brilho no olhar de sua criança e perceber que se tornou pai bobo, mais feliz. De sentir saudade e dá nome a ela. De falar ao telefone, de torcer pelas férias, de perceber que seu bebê cresceu e já pensa em garotas com a mesma idade que você começou a pensar nelas, aí você não sabe se fica orgulhoso por ver que ele se parece tanto com você, ou se fica preocupado por ele está crescendo tão rápido, mas é óbvio que pra você ele será sempre aquele bebezinho de colo, que você tentava pôr pra dormir.
 Era  ele aquele homem alto forte, tão decidido e tão pé no chão, seguro de si e exemplo de força, tão sensível assim, a ponto de relatar tudo com tanta emoção que até uma canção seria mera troca?
Não era possível, que um homem como ele, tão risonho e brincalhão, tivesse passado por tanta  aflição, como o ouvir contar.
Mas de quê nunca , eu estava entusiasmada, sua vida era de um fascínio indiscutível. Eu queria ouvi-lo falar mais, a letra de uma das suas músicas preferidas soava de fundo e sua voz máscula e ao mesmo tempo tão emotiva dava-me aquele ar de que ele era apenas um fantasma, que fosse impossível existir pessoa tão fantástica quanto ele.
Fiquei ainda mais tentada a saber mais sobre ele, e lhe perguntaria mais, se o tempo não ousasse roubar de nós as horas e fizesse ele perceber que já estava bem tarde e que chegava o período de ir embora, ficaríamos ali por toda a vida.
Sentir-me muito frustada com o "tempo", mas faiscava de felicidade ao sentir muito confiável aos seus olhos a ponto dele ter coragem e desejo de me contar sua quase vida toda, sem ao menos me conhecer direito. Ele confiou em mim e isso foi a maior de minhas glórias, ele sentiu-se bem ao me contar e eu muito feliz em ouvi-lo.
Já o admirava só de olhar, com sua vivacidade e inteligência, era a melhor pessoa a se espelhar naquele lugar e depois de cada letra cantada, de cada momento relembrado, fiquei confesso, fascinada por ele, como por ninguém, assim como a letra pela melodia .
Ele era mais velho do que eu podia imaginar, seu corpo largo e comprido se mostrava a personificação da força, uma força que vinha de dentro, força essa que era apenas sua.
Então, aqui está o texto, para quem ler espero que tenha gostado e quem se enquadra nessas características, saiba que " É DE VOCÊ QUE ESTOU FALANDO". 



domingo, 31 de julho de 2011

TEMPO, amigo ou inimigo?

TEMPO tem sido meu melhor amigo e meu pior inimigo...
É tão irônico os caminhos sugeridos pelo destino, tão surreal e indiscutível, que até eu mesma, que quero resposta pra tudo, resoslvi não questionar dessa vez.
Meus objetivos e planos tem estado tão distantes dos meus olhos, que até a mente cansou de pensar no assunto.
TEMPO tem sido muito útil nas questões do coração, nas dores causadas pela falta de amor, pelos momentos que jurei ser os mais felizes de minha vida, e quando me dei conta, haviam se tornado em um dos mais tristes e infelizes momentos de uma vida. Foi o TEMPO, o responsável pela sicatrização mais rápida das feridas, é óbvio que o TEMPO não apaga sicatrizes, ele não é responsável por apagar marcas, mas ele ajuda bastante a esconde-lás.
Ele faz parar de doer, de sangrar, de derramar lágrimas, acrescenta folhas novas nos livros já terminados, folhas em branco e põem em nossas mãos uma caneta com tinta de ouro para que assim nunca se apague as palavras escritas, assim iniciando um novo capítulo.
Mas mesmo com tantos benefícios, o TEMPO também consegue ser traídor, sorrateiro, rouba de nós os anos, faz a vida passar rápido, nós faz adquirir rugas, dores fisícas, mental, nós deixa confusos e inseguros, arrasta com ele sonhos, planos, tira de nós o gosto da expectativa e nos obriga a deixar de lado desejos e objetivos que um dia tivemos.
Rouba sorrisos, amores, vidas, rouba tanto, que já não sei se os benefícios que ele nos oferecem vale lá tanto apena que mereça passar por tantos obstáculos, não sei se vale apena abrir mão de tanto por tão pouco.
Verdade seja dita, quando estamos em desespero, quando queremos que tudo se resolva depressa, a primeira vontade que nos dá é de gritar pelo TEMPO, gritar para que ele passe rápido e que tudo se resolva logo, mais também quando estamos curtindo o momento, tendo graça na vida, queremos cutivar o momento, aí vem o TEMPO, com seu lado cruel e desumano, voando e levando com ele tudo de bom que estamos vivendo, que a nossa única solução é choramingar ao pé do TEMPO suplicando para que ele não passe, que nós dê um pouco mais de TEMPO.
É nessa hora que percebemos que o amigo se tornou inimigo ao mesmo TEMPO que o inimigo se tornou amigo, ele é meu aliado mas ao mesmo TEMPO meu adversário.
Não sei viver com o TEMPO, aprendi apenas a conviver, conviver com seus surtos de humor, com sua dupla personalidade e com sua mania incontrolável de dá e tirar ao mesmo TEMPO.
Talvez o TEMPO tenha duas caras, ou seja bipolar ( tá aí, deve ser isso, como a moda agora é tudo ser bipolar, o TEMPO deve ser um dos principais afetados por essa doença!), é a única resposta pra ele ser tão inconstante assim.
Essa obsessão por dá com a direita e tirar com a esquerda é intragável, não sei como agir com ele, talvez a melhor forma seja apenas já que não podemos com ele, juntar-se a ele. É melhor ter um inimigo declarado, do quê ter um inimigo se passando por amigo.
Talvez o certo a falar do TEMPO, é que ele é tudo e não é nada...
Que no fundo no fundo , ele não sabe nem que posição tomar, se é doce ou azêdo, amigo ou inimigo, aliado ou adversário.
A única forma de agir com o TEMPO é fazendo ele provar do seu próprio veneno: Dá TEMPO ao TEMPO!


O melhor rémedio, dá tempo ao tempo!

sábado, 9 de julho de 2011

Centro das atenções

Não dá pra dizer que tem sido fácil eu sorrir, não dá pra dizer que tem sido fácil ter tantas alternativas pra escolher.
Sabe, fico pensando nas coisas que tentei considerar fácil...
Naquele sorriso que eu sabia que não tinha como manter mas fui forçada a segurar por mais tempo do que eu podia suportar.
Daquele choro que eu tinha que conter só pra não transparecer.
Naquele beijo que eu sabia que não podia dá, mas foi mais forte que eu, e pronto fui lá e dei...
Naquela frase que eu sabia que não podia ter dito, mas por uma mania incontrolável de falar o que penso, fui lá e falei... 
Naquele olhar que eu não podia ter dado, só por que no final eu sabia que ele ia render histórias. 
São tantas coisas bestas e simples que a gente considera fácil não fazer, mas é tão mais forte que nós, que as coisas saem do nosso controle, e nós ficamos lá, inventando desculpas pra fugir do maldito problema que causou.
Eu sinto saudade do tempo que eu não tinha que me reprimir, nunca gostei de nada fácil, mas a forma como tem sido difícil evitar as coisas é tão constrangedor pra mim, considero absurdo pedi pra que fique mais difícil.
Descobrir por acaso que ter tantos homens aos meus pés é tão chato, principalmente quando nenhum deles é o que eu realmente quero, ficar ouvindo eles dizerem que estão apaixonados por mim é tão deprimente, é como se eu fosse obrigada a aceitar suas côrtes só pra não magoá-los, antes eu achava bom ser o centro das atenções, mas agora que tudo saiu do meu controle, não sei o que fazer, é irritante ver os caras se matando pra tentar me agradar.
Não quero ter tanta gente querendo desvendar meu mundo, meu infinito particular, quero apenas ficar na minha, ser só eu, já que não posso ter quem eu quero, quero me contentar em ter a mim mesma, mas não, vem um bando de carinhas legais, gente boa, que eu ficaria muito feliz em ter como amigos, fazendo declarações de amor, querendo ainda que eu concorde em ter eles como meus namorados, não quero namorar, não agora, eu quero sim, um dia, mais não agora, não sem eu ter vontade.
Excesso de atenção me deixa sufocada, estou sendo pressionada por ser o centro das atenções, isso é ruim, isso é cruel, eu quero atenção, mas não do jeito que estou tendo, poxa é tão chato ter tantas alternativas, tantas escolhas a fazer, por que eu gosto tanto deles, do jeito que falam, cuidam, me tratam, gosto de ser olhada, de me sentir querida, bem, bonita, mas odeio me sentir obrigada a escolher amigos como namorados.
Preciso de espaço, preciso de liberdade, e não de escolha, preciso de ar, de tempo, de oportunidade de cuidar de mim e só de mim, de me ver no espelho e ver que eu tô bem, mesmo com uma cara de sono retada, preciso me sentir segura, me sentir eu mesma.
Sinto dizer isso, mais não quero mais atenção!!
Parem de me dá tanta atenção!!

sábado, 30 de abril de 2011

A falta manipula uma alma e fere um espírito



A dor me levou aonde eu estou, me levou a ver a vida de outro ângulo.
Eu não custumo me arrepender das coisas que faço e também faço tudo pra não me arrepender daquilo que não fiz.
Subestimei meus limites e fui em frente em algo que sabia que poderia ser doloroso, mas nem olhei pros lados, enfrentei o novo e encarei a realidade, fiz o que achei que devia sem ao menos imaginar as consequências.
Ao abrir os olhos eu estava lá, vivendo uma vida que não era minha, andando num carro que não era meu, tendo desejos que não me pertencia.
Eu me sentir culpada, quis fugir, tentei esconder, mas não foi o suficiente, eu já estava presa na teias dessa vida. Já fazia de conta que eu pertencia aquele mundo, como diz o ditado ”se não pode com ele, junte-se a ele”, e foi exatamente o que eu fiz, me juntei aos desejos e aos medos e transformei a sede de respostas num saciar de perguntas e hoje estou aqui, justamente numa vida que não é minha.
Antes eu sentia falta, hoje a falta me sente, antes eu que esperava, questionava, hoje sou esperada e a cada dia mais um questionamento que eu não sei como responder, as coisas foram saindo do meu controle, o que era rotina tomou novos rumos e hoje sou eu que dou desculpas, sem nenhuma vontade de saber as dos outros, hoje eu tenho meus próprios motivos, minhas próprias desculpas, minhas próprias respostas, respostas essas que eu tenho que saber responder, e que por mais irônico que seja eu não tenho como responder.
Nos primeiros momentos tive recaídas, pensei que não ia conseguir, desafiei a força dos meus limites, mas hoje que já passei por tudo isso, que vi o que sentia se desmanchar como pó, não vejo motivo pra lutar, receio que seja em vão explicar agora, mais não me custa nada apenas desabafar.
Tudo começou exatamente com aquela severa frase idiota que ele me disse, aparti daí tudo mudou, por mais que eu agisse da mesma forma, por mais que eu quisesse que tudo fosse como antes, eu sabia que não seria, eu me conhecia e pior eu conhecia ele, eu não podia ser a mesma com ele, não tinha mais clima, bom como eu disse anteriormente tudo foi saindo do meu controle e quando eu vi eu já não estava mais presa a ele.
As palavras dele me fizeram pensar, martelaram na minha cabeça, até eu finalmente perceber que já não havia mais cadeias, mais laços, mais alianças, eu estava livre e foi justamente ele que me libertou, não era o que eu queria, não precisava disso e doeu muito a noção que tive ao notar que eu já não era mais dele e ele já não era mais meu, ele podia me dizer o que quisesse, por mais que eu o amasse, que o sentimento ainda palpitasse dentro de mim, não havia compromisso, não havia regras e não havia nada pelo que lutar, ele até tentou explicar, consertar as coisas, ajeitar como diria o próprio, mas não ajudou em nada, eu sempre tive minha cabeça formada e sempre acreditei que palavra dita não se muda com desculpas, ofensas feitas não se recupera com frases prontas, é bem lógico, ele havia criado uma ferida e essa ferida não iria sicatrizar com o arrependimento dele, eu até queria que fosse fácil assim, mas a burrada já estava feita e por mais que eu quisesse eu não tinha como consertar, nunca fiz medicina ou coisa parecida, eu não era especializada em curas, apenas sabia conviver com as feridas e não sicatrizar-las.
Ele não fazia idéia do que eu sentia e eu não diria, assim como não disse, sufoquei a dor sendo o mais apaixonada possível, demonstrando todo o amor que eu sentia, colocando pra fora tudo que devia, pelo menos era o que me cabia fazer, antes que tudo aquilo me sufocasse.
Eu havia perdido a confiança nele, havia destruido os laços, havia criado minhas próprias conclusões e não havia como mudá-las, ele sabia que seria assim, ele só não imaginava que acontecesse tão rápido, assim como eu, mas aconteceu, eu perdi o respeito, o carinho e o compromisso que regia o nosso amor.
Eu continuava amando-o, querendo-o, desejando-o bem, mas já não era como antes, eu olhava pra ele agora como um amigo que eu amo, zelo, cuido, quero bem, e desejo-lhe felicidades, mas nunca como o meu namorado, como o homem que eu pensei em ter uma vida, como eu disse tudo havia mudado, e ele já previa.
A minha ausência, a minha falta de notícias, eu realmente comecei a ficar mais ocupada, a não ter tempo nem ao menos pra respirar, eu já não tentava mais lutar pra vê-lo, já não tinha motivo pra quere-lo como antes, então eu simplesmente deixei a vida me levar, já que eu não podia levá-la eu fui com ela, deixando ela me levar, e ele notou bem isso, a minha distância, a minha ausência declarada era bem aparente.
Eu quis lhe dá explicações, quis falar com ele, tentar recuperar o que havia perdido, mas não cabia a mim, não era mais meu dever, sempre tiver o dever de cuidar, de respeitar, de ser dele e somente dele, mas daquele dia em diante já não era mais assim.
Ainda me doí pensar assim, me doí ver que mais um conto de fadas virou história de terror, eu estava morta mais uma vez, e o que me cabia era apenas tentar suportar a dor tentando acalmar a dos outros, e foi isso que eu fiz.
Segurei a barra, respirei fundo e fui em frente no meu objetivo, passei a olhar pra os problemas ao meu redor e não aos meus, não as minha dores e quem sabe assim eles por si só não se resolvesse ou desaparecesse de uma vez.
Eu ainda continuaria sendo sua amiga, sua ouvinte, sua companheira, sua queridinha e ele também seria o mesmo pra mim, eu zelaria por ele como nunca, amaria ele até a minha morte, só não falaria mais nisso e não seria quem ele queria que eu fosse, como eu disse eu já não era mais sua namorada, agora eu era apenas sua amiga.
Hoje tentei falar com ele, mas ele não pode me responder e eu então como já tinha dito antes deixei a vida me levar, até o dia que tudo fique em pratos limpos, eu enfim abrir mão dele, na verdade sempre soube que não era mulher pra ele, ele merecia coisa bem melhor, então por amor a ele e por entrega total, não lutei mais por ele, apenas deixei a vida tomar seus rumos e fiz das forças coração pra não chorar mais, não desejar voltar atrás.
Hoje eu vi que a falta manipula uma alma e fere um espírito gravemente mesmo sem a gente perceber.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Será

Será

Renato Russo
Composição: Dado Villa Lobos/Renato Russo


Tire suas mãos de mim,


Eu não pertenço a você,


Não é me dominando assim,


Que você vai me entender,




Eu posso estar sozinho,


Mas eu sei muito bem aonde estou,


Você pode até duvidar


Acho que isso não é amor




Será só imaginação?


Será que nada vai acontecer?


Será que é tudo isso em vão?


Será que vamos conseguir vencer?




Nos perderemos entre monstros


Da nossa própria criação


Serão noites inteiras


Talvez por medo da escuridão




Ficaremos acordados


Imaginando alguma solução


Pra que esse nosso egoismo


Não destrua nosso coração



Será só imaginação?


Será que nada vai acontecer?


Será que é tudo isso em vão?


Será que vamos conseguir vencer?



Brigar pra que?


Se é sem querer


Quem é que vai, nos proteger?


Será que vamos ter que responder


Pelos erros a mais,


Eu e você?


Será que é só ilusãooooo? Ou nada vai realmente acontecer?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Revendo coisas antigas e vendo as marcas da vida

Resolvi arrumar a bagunça que é minhas caixas de recordações e lá encontrei tanta coisa linda.
Encontrei cartas de amigos.
Rascunhos de cartas que fiz para meus amigos.
As provas mais loucas que já fiz na vida.
As declarações de amor que recebi de rapazes legais, mas que eu nunca fiquei.
Pétalas de um buquê de rosas que ganhei de uma amiga.
Mecha de meu cabelo, quando eu cortei logo.
Frascos de perfumes que eu gosto.
A pedra que meu avô materno me deu quando eu era pequena (tá, eu sei que teoricamente eu ainda sou pequena na altura.).
Cartelas de adesivos que nunca usei.
Fotos de amigos que não vejo à anos.
Papeis de bombons que ganhei.
Pra alguns essas coisas pode ser tranqueiras,
Pura besteira.
Mas pra mim, são coisas de valor.
Que guardo com o maior orgulho e satisfação.
É tão bom saber que você foi e é amada por tanta gente.
É tão bom, respirar e dizer: -Pow eu fiz a diferença na vida dessas pessoas.
Eu fiz parte de sonhos, de algumas realizações.
Que fiquei na história.
Marquei vidas.
E que essas pessoas fizeram parte da minha e marcaram muitíssimo a minha humilde vida.
Que hoje eu sou quem eu sou, graças as essas pessoas que passaram e deixaram sua marca dentro do meu coração.
Encontrei também, alguns textos que escrevi a muito tempo.
Tinha poemas.
Textos estilo carta.
Tinha histórias.
Contos.
Sonho.
Aventura.
Foi revendo esses textos que revi minha história e como eu era criativa nela.
Descobrir que a tempos eu tinha talento com as palavras, talvez não tanto, mas talento que me proporcionou ser exatamente quem eu sou hoje.
Uma escritora dedicada e apaixonante, que já não mede esforços pra sonhar e realiza-los.
Uma pessoa que aprendeu com os erros e cresceu grandemente na maturidade.
Que conquistou amigos e fronteiras inalcançáveis.
Que superou obstáculos e fez da vida um livro e um bom filme.
Que fez das estrelas conquistas e as guarda no fundo do coração, dentro do peito.
Hoje, simplesmente agradeço a mim mesma por existir e por ser quem eu sou hoje.


Obs: Em breve postarei meus antigos textos neste blog. Esperem!

Conquistando as estrelas e fazendo delas minha história!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quarteto

Acabei de me dá conta que está acabando.
Que terei de me despedir de histórias de 4 anos, que só tenho mais ou menos 4 dias pra dizer tchauzinho queridos e queridas.
Que eu já não terei mais que acordar cedo, nem brigar com o travesseiro e puxar o lençol dizendo: - Não, ainda não é hora!
Que lutei tanto pra passar de ano e agora que passei, quero repetir e voltar tudo de novo, ter ao meu lado os loucos dos meus colegas de sala e as reclamações dos professores dizendo que a minha sala é a sala mais insuportável da escola.
Que agora terei que suportar ao invés das cobranças dos professores a da minha mãe.
Que aqueles que eu estava acostumada a ver todo dia, de Segunda a Sexta e não me cansar da cara, por que até no Sábado e no Domingo eu fazia questão de vê-los, só verei agora nos finais de semana e feriados e olhe lá.
Que eu terei de controlar a saudade e as lágrimas para não as transforma-las em oceano.
Que não serei a jornalista principal da escola, afinal eu sabia de tudo, se quisesse baixar a ficha de alguém, bastava ir ao 4º ano de informática que todos iriam indicar Larissa Ribeiro, Andressa Gonçalves, Levi Ventura e Ueslei Menezes como seus informantes oficiais, era questão de honra informar a todos o que acontecia na escola.
Vou sentir falta das resenhas que tínhamos todo santo dia, de chegar e esperar o quarteto se formar e começar mais um dia cheio de surpresa.
Ah, me dei conta de como minha vida era boa, de como era importante estudar, ser nerd.
Sentirei falta de fazer prova de Estatística em quarteto e ajudar só na hora de colocar o traço no final da prova. Meu Deus, com quem eu vou fazer prova agora? Sem meus Super Hérois e minha Heroína, o que será de mim?
Não suportarei ficar longe deles um só minuto. Ora, eles fizeram parte do meu crescimento, da minha história, sem eles nada tem graça.
Com quem eu vou pra praia quando não tem estágio, com quem eu vou pros shows mais loucos, com quem eu vou ao cinema e criticar os filmes, com quem eu vou falar bobagem, sabendo que vão rir?
Se um dia forem fazer um livro sobre o Iceia, creio que terão que chamar o quarteto fantástico, LN, AG, LV, UM, porque nós sabemos tudo que aconteceu durante esses 4 curtos anos.
Recordo-me que reclamávamos tanto por ter mais um ano de estudo e agora que esse bendito ano está acabando, estamos aqui pedindo pra ter mais um.
Com tudo isso receio ter perdido as palavras para finalizar este texto, então termino dizendo somente que tudo que vivi valeu apena e que não me arrependo de nada, que se pudesse viveria tudo novamente.
Minha palavra final então é:
Já estou com saudades Quarteto!
Vocês serão eternos na minha memória.





terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mundança para minha nova casa



Não estou escrevendo por falta de texto, afinal eu tenho textos suficientes para publicar dois livros. Mas é que me sinto sem graça quando não escrevo. Escrever para mim é arte e arte eu gosto. No momento não tenho nada, nem ninguém que me inspire, só a sede de colocar palavras num papel. Então o fiz.
Escrevo agora sobre minha mudança para a casa nova que aconteceu nesse domingo.
No domingo larguei as lembranças da antiga casa e os desejos de outrora e me mudei para uma casa grande, trazendo na bagagem somente de recordação os textos anteriores.
O dia da mudança foi cansativo, roubou de mim as forças adquiridas a muito custo e por varios momentos bateu a famosa nostalgia, mas fiz dela aliada e construir meus novos alicerces.
Mudei, mas receio que não só de casa, pelo que pude observar deixei meu coração humano e emotivo num baú em que foi jogado fora junto com as tranqueiras velhas da antiga casa.
Bom, talvez isso seja realmente bom, porque ter que chegar na janela da minha nova cozinha e me deparar com uma visão de lugares que já passei e vivi momentos amorosos e me lembrar daquele bendito rapaz, será uma lastima. Sendo assim, sem coração emotivo e humano, eu posso olhar pela janela e ver somente uma paisagem de prédios qualquer, paisagem comum de uma cidade urbana.
Creio que essa mudança me fará bem. Começo o ano de casa nova, novos planos, vida nova e coração novo.
Vejo que todo esse corre-corre, cansaço, serviu no fim das contas para satisfazer anceios anteriores e reacender a vontade de sonhar.
Então que a mudança continue.
Desejo a todos uma boa mudança assim como está sendo a minha.
E pra mim uma mudança longa e repleta de novas surpresas boas.
Que haja mudanças não só na minha vida mais na de todos aqueles que as desejam e que essas mudanças possa fazer uma diferença tremenda nas vidas de quem elas ocorrerem.

Da janela vejo meus antigos sonhos passarem distantes!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sorriso de foto 3X4

 Eu vi tudo acontecer de novo.
 Estava eu a olhar os ônibus passar e me lembrei de um certo momento, um dia em que eu estava super brava com meu pai, ele havia me tirado do sério, era difícil isso acontecer, mas nesse dia ele conseguiu.
Fiquei sem comer e roxa de raiva, comentei com meu amado(meu namorado na época) e ele preocupado, me pediu pra não ficar em casa pra não brigar, mas também não queria me deixar sair sozinha, me pediu então como solução para o problema, para ir a sua casa e eu não vi problema.
 Sempre amei a irmã dele, e a mãe era a melhor sogra que já tive.
Iriamos assistir um filme, comer pipoca e rir bastante com os alunos da mãe dele. Então fui, fizemos tudo aquilo que descrevi acima, assistimos um filme louco, rimos pacas, ele me entupiu de pipoca, fiquei vendo ele ser criança brincado com o filho do padastro (sempre gostei dessa parte, ele esquecia as preocupações e agia só com o coração, era quando eu mais o amava), parecia que esquecia do mundo.
Mas não era um dia qualquer, era uma tarde única, nesse dia ele teria que tirar uma foto para o crachá da empresa onde ele iria trabalhar. Eu fui com ele com a função de só acompanhar.
Ele se preparou para a foto, todo sem jeito, ele odiava tirar foto,(me recordo que briguei uma vez com ele por que ele não queria tirar fotos comigo,”sempre brigávamos por besteira” mas ele acabou tirando a foto), mas era pra o trabalho, e ainda era exigência da empresa que os funcionários estivessem sorrindo na foto.
Eu não resistir, cair na gargalhada , era ilário a cara dele de terror, em nenhuma foto ele saia sorrindo, parecia um fantasma, um vampiro, sempre sério, com cara de morto ( eu amava isso nele) , para faze-lo rir era um sacrifício.
Ele tirou uma, duas, três, quatro, cinco fotos e nenhuma era sorrindo, ele se esforçava, mas não adiantava, ele já estava perdendo a paciência, quando me perguntava o que eu achava, eu não agüentava e ria sem parar.
Até que resolvi ajuda-lo, lembrei que quando queria que ele risse eu fala o quanto ele era bonito, o quanto era charmoso e isso deixava ele tão sem graça que acabava sorrindo, era o único jeito, para faze-lo rir. E eu fiz, comecei a falar da beleza dele, o quanto ele era gato e de pouquinho em pouquinho o sorriso foi aparecendo, o fotografo aproveitou a deixa e bateu a foto, exatamente naquele momento ápice do sorriso.
Ele ficou lindo, com um belo sorriso e eu bem satisfeita, com esse feito tive o direito de escolher duas fotos nossa pra mim e recebi um beijo incrível. E eu ainda explorei, pedi que ele me desse mais duas fotos, a 3X4 da carteira de trabalho dele, que achei ele lindo (sei que essas fotos são todas feias, mas a dele era linda), e a 3X4 que ele sorriu.
 Ele me deu, ele sempre foi um namorado espetacular (sempre achei que nosso namoro fosse durar mais, mesmo o povo fazendo previsões contrarias, existia amor, respeito, valor, dedicação, razão e companheirismo).
 Voltamos para casa dele e eu recebi meu prêmio, lembro bem que ele morria de vergonha de mostrar a foto, não queria que ninguém visse, era estranho vê-lo sorrir, principalmente em foto, na verdade até pra mim, que adorava seu sorriso.
Ele sempre teve um sorriso radiante e eu era fascinada por ele.
Quando o padastro dele viu a foto, gastou muito com a cara dele, mas ninguém podia negar, ele estava lindo!
Foi um dia incrível, nada pode me fazer esquecer.
Lembrando disso eu vivi cada sensação, cada detalhe e vi acontecer novamente aquele dia.
Sentir saudades de momentos como esses, em que riamos de besteiras e essas besteiras era o que fazia a diferença.
Eramos um casal legal, ainda hoje me pergunto, por que não durou mais?
E eu mesmo respondo: - Eu fui idiota demais!
Esses são tempos bons que não voltam atrás, nem nunca mais!

Eu ainda tenho essas fotos!