Seja bem vindo!!!!!!!

Olá, que bom que apareceu, espero que goste desse blog e fique de vez!!!!!!!


"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver."

(Bob Marley)



" É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada."
(William Shakespeare)

Mostrando postagens com marcador tudo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tudo. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de outubro de 2011

A primeira emoção de amanhecer

Amanhecer






Gente, o que é isso!? Amanhecer vai ser uma sensação...
Não é segredo pra nenhum de vocês, que eu adoro a saga Crepúsculo e assisto todos os filmes, agora tem pronto pra estréia a 1ª parte de amanhecer, assim como Harry Potter relíquias da morte, Amanhecer será dividido em dois, mas era óbvio,  já que o livro e a história dele é um dos maiores.
Bom, estou aqui pra compartilhar com vocês meus caros, um pouco da minha emoção... 
Gente confesso que quando vi o trailer do filme fiquei fascinada, repetir umas 20 vezes ou mais, era tudo que eu esperava e mais um pouco, isso que é saga, mesmo o diretor mudando algumas coisas, ficou show.
E só pra provar pra vocês que não estou mentindo, aqui embaixo está o vídeo.
Que vocês possam ficar com gostinho de quero mais assim como eu.


domingo, 25 de setembro de 2011

Alma nua




Alma Nua

Vander Lee

Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

É de você que estou falando...

Ele estava ali, tão risonho e discreto que nem eu quis invadir seu mundo particular, ele sorria, brincava, vivia, mas algo escondia, talvez não escondesse por querer, mas por simplesmente não ter por que falar no assunto.
Olhar seus olhos tão misteriosos me deixava fascinada, tentada a desvendar seus mistérios, mas a covardia e o pudor me obrigavam a manter-me na minha.
Até que de repente, num simples ouvir de uma música, na troca de conhecimentos, aqueles olhos tão misteriosos deixou ceder a nuvem e mostrou o brilho de seu segredo para mim.
Tão certo como 2 e 2 são 4, bastou uma só pergunta  para ele  segredar-me cada página de seu livro.
E como diz trecho da música tema de nosso assunto " fez dele um nobre domador, laçando acordes e versos dispersos no tempo".
Ele falou, falou de suas andanças por São Paulo, da vida a dois, e quando se tornou vida a três, falou do amor ao trabalho, do rumo que tomou sua vida, das derrotas que fizeram rotas e hoje estão enfim completando mais um capitulo no seu livro, das faculdades, de suas responsabilidades, do pouco valor que lhe deram, da sua dedicação, do zelo pelo filho, da morte que mostrou-se vida, da desgraça que virou graça, da fraqueza da mente, da decisão, do pedido de ajuda, da reviravolta, de se sentir capaz, mesmo quando tudo se mostrava incapaz, de se tornar maduro e menino.
De aprender  a rir e a chorar com o filho. De ir descobrindo coisa nova quando julgava  que já sabia tudo. De ver o brilho no olhar de sua criança e perceber que se tornou pai bobo, mais feliz. De sentir saudade e dá nome a ela. De falar ao telefone, de torcer pelas férias, de perceber que seu bebê cresceu e já pensa em garotas com a mesma idade que você começou a pensar nelas, aí você não sabe se fica orgulhoso por ver que ele se parece tanto com você, ou se fica preocupado por ele está crescendo tão rápido, mas é óbvio que pra você ele será sempre aquele bebezinho de colo, que você tentava pôr pra dormir.
 Era  ele aquele homem alto forte, tão decidido e tão pé no chão, seguro de si e exemplo de força, tão sensível assim, a ponto de relatar tudo com tanta emoção que até uma canção seria mera troca?
Não era possível, que um homem como ele, tão risonho e brincalhão, tivesse passado por tanta  aflição, como o ouvir contar.
Mas de quê nunca , eu estava entusiasmada, sua vida era de um fascínio indiscutível. Eu queria ouvi-lo falar mais, a letra de uma das suas músicas preferidas soava de fundo e sua voz máscula e ao mesmo tempo tão emotiva dava-me aquele ar de que ele era apenas um fantasma, que fosse impossível existir pessoa tão fantástica quanto ele.
Fiquei ainda mais tentada a saber mais sobre ele, e lhe perguntaria mais, se o tempo não ousasse roubar de nós as horas e fizesse ele perceber que já estava bem tarde e que chegava o período de ir embora, ficaríamos ali por toda a vida.
Sentir-me muito frustada com o "tempo", mas faiscava de felicidade ao sentir muito confiável aos seus olhos a ponto dele ter coragem e desejo de me contar sua quase vida toda, sem ao menos me conhecer direito. Ele confiou em mim e isso foi a maior de minhas glórias, ele sentiu-se bem ao me contar e eu muito feliz em ouvi-lo.
Já o admirava só de olhar, com sua vivacidade e inteligência, era a melhor pessoa a se espelhar naquele lugar e depois de cada letra cantada, de cada momento relembrado, fiquei confesso, fascinada por ele, como por ninguém, assim como a letra pela melodia .
Ele era mais velho do que eu podia imaginar, seu corpo largo e comprido se mostrava a personificação da força, uma força que vinha de dentro, força essa que era apenas sua.
Então, aqui está o texto, para quem ler espero que tenha gostado e quem se enquadra nessas características, saiba que " É DE VOCÊ QUE ESTOU FALANDO". 



domingo, 14 de agosto de 2011

Surpreendente vida


Nossa vida muda a cada segundo, mas é a soma de todos os momentos que faz com quê você seja tão diferente e tenha uma história que só você pode contar.
Isso porque a vida não é feita de traços retos, perfeitos e comuns.
A vida é feita do seu talento de transformar até os mais simples acontecimentos em lembranças inesquecíveis.
A estrada da vida é longa.
Terá curvas, precipícios e barreiras.
Mas não deixe que estes empecilhos o impeça de alcançar uma vitória tão sonhada. 
Faça dos seus obstáculos não o fim de uma jornada e sim o ínicio de muitas conquistas.
Se tiver de amar, ame, ame descontroladamente, desvairadamente, ou tão sensatamente, não importa, mas ame.
Seja fiel a esse amor e assim ele será eterno, mesmo quando acharmos que já não dá mais, o amor vai lhe mostrar uma solução.
Se transforme numa criança e seja criança até o fim, pule, grite, brigue, fique bravo, mais nunca esqueça de perdoar no final das contas.
Não tente ser o dono da verdade, nem acredite que tem razão sempre, a vida é cheia de surpresas e você nunca sabe tudo, sabe apenas o suficiente pra viver a vida em risco.
Lute pelo que vale realmente apena, não deposite tanta força por algo que no fundo não merece nenhum suspiro.
Seja você até quando precisar ser outra pessoa, a autenticidade é a melhor forma de ganhar méritos.
Nunca abuse da sua inteligência, principalmente se isso ajudar a menosprezar a dos outros, você é mais inteligente quando usa sua inteligência pra ajudar o próximo e não pra humilhá-lo.
Não tente entender a vida, a vida é pra ser vivida e não entendida.
Levante-se sempre depois de uma queda, não fique esperando alguém te dá a mão pra você levantar, se mostre forte, mais nunca auto-suficiente pra não precisar de ajuda na cura dos machucados.
Lembre-se sempre do seu poder de renovação, ele vem de você, é com ele que você pode dá aquela olhada pro passado e dizer: -Eu venci!
Nunca feche os olhos pra verdade, apenas não se prenda tanto as magoas que ela pode trazer, saiba que um dia você vai se gloriar delas, mesmo que agora ela apenas te faça sofrer.
Se deseja realizar grandes conquistas, então não só ouse agir mas também sonhar, não apenas planejar mas também acreditar.
Acredite sempre na amizade, mesmo que uma ou duas lhe falte ainda haverá alguma que sempre te servirá, mesmo que você não ache que precise.
Não espere perder pra valorizar, mostre que pode aprender muito mais tendo perto do que quando já está longe, não espere raiar um novo dia pra fazer as coisas que pretendia fazer hoje, nem dê a desculpa que estava terminando as de ontém, o ontém é ontém, o hoje é hoje e o amanhã não é o reflexo do hoje e sim a continuidade... O amanhã pode ser tarde demais, a vida tem prazo de validade. Por isso o tempo se encarrega de cronômetrar cada segundo.
Chore, mas nunca esqueça que a melhor pedida é sorrir, mas sorrir de verdade e não por falsidade.
Não jure, apenas não minta, assim fica claro que não precisa jurar.
Pense, mais não muito, tem coisas que só valem apena se feita sem pensar, mas por sua vez tem coisas que só pensando bem pra se fazer, saiba discernir.
Saiba olhar, olhar pro antes, pro agora e assim quem sabe não consiga ver o depois, mas não se prenda a isso, apenas imagine.
Sonhe e ouse sonhar, mais sonhe com cautela, ok o Brad Pitty é lindo, mas não fique fantasiando que um dia ele vai te amar, não que isso seja impossível, mas é meio surreal, não concordam!?
Reflita sobre seus planos, mais não enlouqueça por eles.
Nunca finja amar, seja sincero e verdadeiro mesmo que isso possa machucar um coração, melhor mais cedo, por que quando fica tarde a oportunidade arranca o peito junto com o coração.
Enfim, viva, viva tendo limites e sem eles também, curta mais as vezes saiba alongar também, modere e também saiba exagerar, ame e sempre aprenda a amar, odeie mas nunca se esqueça de perdoar, chore sempre pedindo pra sorrir, e nunca esqueça que a melhor coisa da vida é viver, afinal, só temos uma vida .
Bons momentos não voltam, apenas ficam na lembrança, então prefira sempre ter boas lembranças, portanto saiba viver cada momento, usando de cautela só naqueles momentos, nos outros você deixa a cautela pra lá.

sábado, 13 de agosto de 2011

O Que é O Que é?




O Que é O Que é?
Sorriso Maroto

O que é, o que é?
É abrigo, é abandono
Faz dormir, mas tira o sono
É tão manso e tão voraz
Causa guerra e sela a paz
É prisão, é liberdade
É romance, é amizade
É encontro, é despedida
A missão maior da vida
O que é, o que é?
Doce, às vezes tão amargo
Moderado, exagerado
É estranho e tão normal
Leve brisa ou vendaval
É deserto, é um oasis
Um dom de fazer milagres
Faz cair e levantar
Faz sorrir e faz chorar
Na mesma medida pra homem ou mulher
Pra quem acredita e pra quem não tem fé
Quem vai ser feliz sem um dia provar
A emoção que é amar
O amor é a resposta
É entrega, é aposta
Pode ser rico ou pobre
Um plebeu, ou um nobre
É razão, é loucura
É doença, é a cura
Seja lá onde for
Na alegria, ou na dor
O que vale é o amor



A Borboleta e a Flor


Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor... e uma borboleta.

Mas Deus lhe deu um cacto... e uma lagarta.

O homem ficou triste pois não entendeu o porque do seu pedido vir errado.

Daí pensou : Também, com tanta gente para atender... E resolveu não questionar.

Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixara esquecido.

Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores.

E a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta.

Deus sempre age certo.

O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.

Se você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra, confie.

Tenha a certeza de que Ele sempre dá o que você precisa, no momento certo.

Nem sempre o que você deseja... é o que você precisa.

Como Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.

O espinho de hoje... será a flor de amanhã !

sábado, 6 de agosto de 2011

♫ Quando Assim ♪



Quando Assim

Núria Mallena


Quando eu era espera,
Nada era, nem chovia, nem fazia;
Só senti que a calma, não acalma

Quando só há solidão.
Quando eu era estrela
Era inteira na mentira que eu dizia
Ser o que não era,
Convencia, dentro da minha ilusão


Quando eu fui nada,
Faltou nada, tudo pronto pra escrever


Eu não sabia buscar,
Foi quando apareceu,
O que eu quis inventar,
Pra preencher o meu mundo particular,
No peito que era seu
No seu mundo não há
Mais nada que não eu,
Já sei dizer que o amor pode acordar.


Eu não sabia buscar,
Foi quando apareceu,
O que eu quis inventar,
Pra preencher o meu mundo particular,
No peito que era seu
No seu mundo não há
Mais nada que não eu,
Já sei dizer que o amor pode acordar.


 
OBS: Música dedicada a meu grande amigo Liniker.
-Pensou que eu ia esquecer de você, ou pensou que eu não teria coragem de postar? Pois bem,tanto a primeira quanto a segunda opção estão erradas, eu jamais esqueceria de você e sou mulher o suficiente pra fazer o que me dê na telha a hora que achar que devo, então está aqui a música, a música que adoro ouvir e que é bem a sua cara, sei lá por quê, só sei que me lembra você, e é bem do jeitinho que deveria ser. Bjos pivete, bye bye gúri!! ♥♥♥

domingo, 31 de julho de 2011

TEMPO, amigo ou inimigo?

TEMPO tem sido meu melhor amigo e meu pior inimigo...
É tão irônico os caminhos sugeridos pelo destino, tão surreal e indiscutível, que até eu mesma, que quero resposta pra tudo, resoslvi não questionar dessa vez.
Meus objetivos e planos tem estado tão distantes dos meus olhos, que até a mente cansou de pensar no assunto.
TEMPO tem sido muito útil nas questões do coração, nas dores causadas pela falta de amor, pelos momentos que jurei ser os mais felizes de minha vida, e quando me dei conta, haviam se tornado em um dos mais tristes e infelizes momentos de uma vida. Foi o TEMPO, o responsável pela sicatrização mais rápida das feridas, é óbvio que o TEMPO não apaga sicatrizes, ele não é responsável por apagar marcas, mas ele ajuda bastante a esconde-lás.
Ele faz parar de doer, de sangrar, de derramar lágrimas, acrescenta folhas novas nos livros já terminados, folhas em branco e põem em nossas mãos uma caneta com tinta de ouro para que assim nunca se apague as palavras escritas, assim iniciando um novo capítulo.
Mas mesmo com tantos benefícios, o TEMPO também consegue ser traídor, sorrateiro, rouba de nós os anos, faz a vida passar rápido, nós faz adquirir rugas, dores fisícas, mental, nós deixa confusos e inseguros, arrasta com ele sonhos, planos, tira de nós o gosto da expectativa e nos obriga a deixar de lado desejos e objetivos que um dia tivemos.
Rouba sorrisos, amores, vidas, rouba tanto, que já não sei se os benefícios que ele nos oferecem vale lá tanto apena que mereça passar por tantos obstáculos, não sei se vale apena abrir mão de tanto por tão pouco.
Verdade seja dita, quando estamos em desespero, quando queremos que tudo se resolva depressa, a primeira vontade que nos dá é de gritar pelo TEMPO, gritar para que ele passe rápido e que tudo se resolva logo, mais também quando estamos curtindo o momento, tendo graça na vida, queremos cutivar o momento, aí vem o TEMPO, com seu lado cruel e desumano, voando e levando com ele tudo de bom que estamos vivendo, que a nossa única solução é choramingar ao pé do TEMPO suplicando para que ele não passe, que nós dê um pouco mais de TEMPO.
É nessa hora que percebemos que o amigo se tornou inimigo ao mesmo TEMPO que o inimigo se tornou amigo, ele é meu aliado mas ao mesmo TEMPO meu adversário.
Não sei viver com o TEMPO, aprendi apenas a conviver, conviver com seus surtos de humor, com sua dupla personalidade e com sua mania incontrolável de dá e tirar ao mesmo TEMPO.
Talvez o TEMPO tenha duas caras, ou seja bipolar ( tá aí, deve ser isso, como a moda agora é tudo ser bipolar, o TEMPO deve ser um dos principais afetados por essa doença!), é a única resposta pra ele ser tão inconstante assim.
Essa obsessão por dá com a direita e tirar com a esquerda é intragável, não sei como agir com ele, talvez a melhor forma seja apenas já que não podemos com ele, juntar-se a ele. É melhor ter um inimigo declarado, do quê ter um inimigo se passando por amigo.
Talvez o certo a falar do TEMPO, é que ele é tudo e não é nada...
Que no fundo no fundo , ele não sabe nem que posição tomar, se é doce ou azêdo, amigo ou inimigo, aliado ou adversário.
A única forma de agir com o TEMPO é fazendo ele provar do seu próprio veneno: Dá TEMPO ao TEMPO!


O melhor rémedio, dá tempo ao tempo!

sábado, 9 de julho de 2011

Centro das atenções

Não dá pra dizer que tem sido fácil eu sorrir, não dá pra dizer que tem sido fácil ter tantas alternativas pra escolher.
Sabe, fico pensando nas coisas que tentei considerar fácil...
Naquele sorriso que eu sabia que não tinha como manter mas fui forçada a segurar por mais tempo do que eu podia suportar.
Daquele choro que eu tinha que conter só pra não transparecer.
Naquele beijo que eu sabia que não podia dá, mas foi mais forte que eu, e pronto fui lá e dei...
Naquela frase que eu sabia que não podia ter dito, mas por uma mania incontrolável de falar o que penso, fui lá e falei... 
Naquele olhar que eu não podia ter dado, só por que no final eu sabia que ele ia render histórias. 
São tantas coisas bestas e simples que a gente considera fácil não fazer, mas é tão mais forte que nós, que as coisas saem do nosso controle, e nós ficamos lá, inventando desculpas pra fugir do maldito problema que causou.
Eu sinto saudade do tempo que eu não tinha que me reprimir, nunca gostei de nada fácil, mas a forma como tem sido difícil evitar as coisas é tão constrangedor pra mim, considero absurdo pedi pra que fique mais difícil.
Descobrir por acaso que ter tantos homens aos meus pés é tão chato, principalmente quando nenhum deles é o que eu realmente quero, ficar ouvindo eles dizerem que estão apaixonados por mim é tão deprimente, é como se eu fosse obrigada a aceitar suas côrtes só pra não magoá-los, antes eu achava bom ser o centro das atenções, mas agora que tudo saiu do meu controle, não sei o que fazer, é irritante ver os caras se matando pra tentar me agradar.
Não quero ter tanta gente querendo desvendar meu mundo, meu infinito particular, quero apenas ficar na minha, ser só eu, já que não posso ter quem eu quero, quero me contentar em ter a mim mesma, mas não, vem um bando de carinhas legais, gente boa, que eu ficaria muito feliz em ter como amigos, fazendo declarações de amor, querendo ainda que eu concorde em ter eles como meus namorados, não quero namorar, não agora, eu quero sim, um dia, mais não agora, não sem eu ter vontade.
Excesso de atenção me deixa sufocada, estou sendo pressionada por ser o centro das atenções, isso é ruim, isso é cruel, eu quero atenção, mas não do jeito que estou tendo, poxa é tão chato ter tantas alternativas, tantas escolhas a fazer, por que eu gosto tanto deles, do jeito que falam, cuidam, me tratam, gosto de ser olhada, de me sentir querida, bem, bonita, mas odeio me sentir obrigada a escolher amigos como namorados.
Preciso de espaço, preciso de liberdade, e não de escolha, preciso de ar, de tempo, de oportunidade de cuidar de mim e só de mim, de me ver no espelho e ver que eu tô bem, mesmo com uma cara de sono retada, preciso me sentir segura, me sentir eu mesma.
Sinto dizer isso, mais não quero mais atenção!!
Parem de me dá tanta atenção!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quero sim!!!




Quero Sim
Paula Fernandes

Composição : Paula Fernandes


Eu tô com saudades
Da nossa amizade
Do tempo em que a gente
Amava se ver
Eu não sou palavra
Eu não sou poema
Sou humana pequena
A se arrepender


Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida


Se o teu amor for frágil e não resistir
E essa mágoa então ficar eternamente aqui
Estou de volta a imensidão de um mar
Que é feito de silêncio
Se os teus olhos não refletem mais o nosso amor
E a saudade me seguir pra sempre aonde eu for
Fica claro que tentei lutar por esse sentimento


Diga sim ouça o som
Prove o sabor que tem o meu amor
Cola em mim a tua cor
Eu te quero sim, sem dor
Diga sim...

O tempo tem levado meus bons momentos

Estou com saudades da nossa amizade, do tempo em que falava bobagem na escadaria da bíblioteca, de ouvir seus resmungos quando eu brigava com você, de te fazer rir com qualquer besteira, de andar de mãos dadas pelo colégio, pelos altos e baixos que passamos juntos, enfim, por tudo, tudo que me fez bem e tudo que também considerávamos ruim.
Tenho tanta saudade, que já não sei se é possível medir ou explicar, foram 4 anos de muita vida, de vida que não volta atrás, de coisas que fizeram a gente perder o juízo e recuperar assim sem muita desculpa, talvez isso seja uma característica nossa, voltar do zero sem muitas explicações, sem desculpas, era a coisa mais louca, brigar e do nada voltar a se falar como se nada tivesse acontecido, erramos tão meninos, tão bobos.
Imagina só que passámos anos nos amando sem coragem de tomar uma iniciativa definitiva, mesmo eu que sempre fui tão determinada, nunca fui além de provocações, e você nunca teve coragem suficiente pra dizer o que verdadeiramente queria, era algo muito além da admiração, do carinho e da compreensão.
Recordo-me das letras de músicas que você lia pra mim, de algumas que cantava ao meu pé de ouvido, das pitadas de ciúmes que sentia dos meus namorados e eu das suas amigas mais íntimas além de mim, sempre fui claustrofóbica de ciúmes, era algo fora do meu controle. Que tempo bom!
Sinto falta das conversas, de chorar centenas de vezes em seu ombro, de repetir milhares de vezes que te amava, de dizer ao mundo que gostava de você, de querer estar ao seu lado mais do quê ao lado de qualquer outro, de não me cansar de ouvir seu NÃOS, de ser sempre eu mesma ao seu lado, das loucuras que fazíamos juntos e de todas as outras que metíamos outras pessoas, mas as mais legais eram as que eram só nós, os segredos que nós dois juramos guardar pro resto da nossa vida, que prometemos ficar só entre nós, mas que bastou encontrarmos nossos melhores amigos (estilo Sr Araújo e Sra Dessa) pra contarmos tudo, só a gente mesmo, era tão cômico a forma que fazíamos loucuras, que até me fascina!
Hoje, é tão triste ter histórias pra contar e não ter você aqui pra rir ou chorar comigo, ou ao menos pra fazer sala, dá colo, foi mais triste ainda saber que você anda fazendo pão, bolo e eu não pude provar um só pedaço, assim como você fazia com minhas tentativas frustantes de fazer bolo (que você jurava está bom, só por quê você sempre adorou bolo solado, rsrsrs..., só você mesmo!) .
Até de te querer eu sinto falta, de querer bem, de está perto, do som da voz, de você ser meu sol, minha luz, de ser o nerd, de ver você levar ferro nas provas de física e eu  passar, só por que eram alternativas de assinalar e não de calcular como você sempre preferiu.
De fazer descobertas simples, tipo aquela frase tosca de "levar um tapa sem mão" que um colega nosso falou e não levamos fé que o ditado existia, só por que o bendito colega era tão louco que nada fazia a gente acreditar que o termo tapa sem mão existia mesmo.
Bom, talvez eu não só sinta falta de você, mais sinta falta da pessoa que eu era com você, meio maluca, meio ingênua, meio menina, meio mulher, de querer provar aquela sensação com a bala ICEKISS (rsrsrs... acabei de te deixar sem graça!) . Olho as nossas fotos, e não consigo evitar as lágrimas de rolarem pelo rosto, elas são frescas e trazem em cada gota um gosto caracterizado da suadade, da sua imagem, do seu toque, do seu abraço, do seu colo.
As vezes leio seus textos, que eu sei que não tem nada haver comigo, mas me faz lembra você, seu jeito de falar comigo, sua forma de manipular as palavras, seu jeito meio egocêntrico, de as vezes temer demais pelo que os outros vão pensar de você se você fizer isso ou aquilo, seu perfeccionismo, seu lado arrogante e as vezes bruto, e fico imaginando por que deixei você escapar de meus dedos como quiabo que escorrega quando cortado, não dá pra entender como a distância tem me feito sonhar acordada com aqueles bons tempos que eu seu que não voltam atrás.
O tempo tem levado de mim nossos bons momentos, o que resta é a pura e sublime lembrança de ter estado ao teu lado nos bons e maus momentos da minha vida, é óbvio que teve outras pessoas importantes, como Sr Araújo, Mademoiselle, Sra Dessa e demais personagens bastantes significantes, de qual não estou tirando o mérito, nem seria justo fazer isso, mas a questão que o nosso caso, seja lá de amor ou de amizade, ou amoroso, ou fraterno, não me importa e pouco importaria a qualquer um, foi um caso, e um baita caso, que me doí não existir mais, que me faz rever meus conceitos sobre a vida e os bons amigos.
Na verdade eu estou escrevendo esse texto sei lá por que, talvez por que a saudade esteja demais, por que ela me sufoque de tal forma que a única e saciável solução tenha sido escrever, eu sei que não irá conter, sei que muitas águas ainda irão rolar e que essa saudade ainda vai aumentar, mas eu precisava tentar libertar a saudade, talvez também seja por que eu precise dizer em público o quanto você é importante pra mim, o quanto te amo, o quanto me sinto bem ao seu lado, eu sei que você lerá isso, sei que morrerá de vergonha por eu ter exposto pra o mundo a saudade que sinto de você, sei também que você pode me considerar dramatica, que pode ficar com raiva e nem falar mais comigo, mas isso era algo que sentir vontade de fazer e me perdoe se puder e quiser mas não me arrependo de nenhuma palavra, nenhuma frase, nenhum sentimento expressado aqui e de nada que vivi.
Bom, tenho de terminar e a melhor forma de terminar é agradecendo, então te agradeço por tudo, por existir, por ter feito e continuar fazendo parte de mim, você estará sempre aqui, bem pertinho do peito.

Obs: Dedico esse texto a Levi Ventura

sábado, 18 de junho de 2011

Excesso de restrições me conduzem a crer que não posso te querer.

Ele não sabe nada sobre mim e o pouco que sei dele é pouco demais pra dizer que o conheço. Ele acha que me conhece, acha que sabe o que eu penso, mas no final das contas ele nem sabe o que fazer comigo.
Eu não tenho medo dele, só morro de medo de me apaixonar por ele, coisa que receio ter acontecido a tempos.
No ínicio era apenas uma graça, um olhar pidão aqui, um sorriso muleque ali, depois se tornou um desafio, um beijo no pescoço, um pedido de quero mais e mais nos olhos, a boca salivando de desejo e o corpo pedindo cheiro, beijo, colo. Depois virou o querer constante, veio a sede de estar perto, o encanto da convivência, os desentedimentos, as propostas e os acertos. A brincadeira de criança, o pique do esconde-esconde, de ninguém saber, do povo prever, das suspeitas e incertezas.
Veio também os palpites alheios, a intromissão, veio o meu "eu' menina e o orgulho que emana do meu lado mulher. Veio as desconfiança e o medo de um suposto arrependimento. Um arrependimento de se entregar tão rápido e de quase perder o juízo tentando descobrir o que é certo ou errado a se fazer.
É tanta gente falando, o povo se metendo, querendo manipular o sentimento de cada um de nós dois, que foi inevitável ir levando a vida, sem se preocupar com o que os outros falavam.
Não confio nele, mas gosto de estar perto, de sentir sua respiração, de olhar seus olhos muleques, de deixar ele sem graça, de tentar desvendar seus segredos, de perder o medo, enfim gosto dele.
Mas seria tão bom não gostar, bom mesmo será ele nunca saber o que sinto por ele. Eu, pelo menos não pretendo admitir caso ele me pergunte, de mim ele não vai ouvir.
Receio que assim também eu corra o risco de nunca saber se ele sente o mesmo por mim. É um risco que serei obrigada a correr, mas o medo de baixar a guarda é tanto que jogo tudo pro alto e fecho os olhos para o que sinto.
Não será útil perder minhas defesas, não sou de me entregar num jogo sem usar minhas armas para vencê-lo.
Gosto de ser eu mesma, mas as vezes sinto tanta vontade de ser mais corajosa e lutar por ele, por sei lá o quê, talvez lutar pra ele gostar de mim o mesmo tanto que eu gosto dele ( se for o caso dele não sentir nada ), ou apenas por manter o que ele já sente e a aumentar o que ele precisa sentir.
Mas não, sou tão segura de mim, que peco pelo excesso de restrições, de prisões que faço entorno de mim.
O bom então é deixar tudo como estar, ele lá e eu cá.
Ou por falta de coragem, ou por cuidados demais, não importa, apenas prefiro deixar a vida seguir seu curso, seja lá algo bom ou algo ruim.
Prefiro deixar tudo nas mãos do destino, cabe a ele escolher o melhor pra mim. Se ele vai gostar ou não de mim.


domingo, 12 de junho de 2011


Feliz dia dos namorados! ♥♥♥


Eduardo e Mônica

Legião Urbana
Composição : Renato Russo


Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram


Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"


Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"


Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard


Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo


Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês


Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão


E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser


Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar


Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz


Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão

Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação


E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Forma de errar

Talvez seja melhor chamar de lei do engano, porém seja correto afirmar que seja apenas um mero momento, uma falta de sorte, uma má escolha.
É ruim se sentir como me sinto, entretanto é melhor errar e aprender, e ter certeza que pelo menos eu vivi o que pudia, do quê não ter vivido e se culpar por isso.
Não se acerta sempre e de imediato, é errando que se aprende à acertar, e se não errar não há experiência, sem experiência sem acerto.
Cruel é a língua que fala o que ouve e aumenta o que não ver. Certos estão os olhos, que ao ver se fecham e permite acontecer.
Talvez não seja bom querer o possível, o melhor é sonhar com o impossível, o possível lhe ilude e te corrompe o espírito, o impossível lhe dá limites, sem tirar nada de você.
De todas as dores, a pior é de esconderem de você a verdade e não ser homem pra falar na cara o que fala pelas costas.
Muitos erram com próposito de acertar e outros erram só por errar.
Alguns falam o que querem, sem expectativa de ouvir o que não quer.
Não condeno os erros, apenas não concordo com as certas formas de errar.
As pessoas erram justamente sem perceber que seus erros afetam as pessoas ao redor.
Errar pra machucar, não é errar, é pecar. E não se perdoa pecado, apenas peca-se pra tentar ser perdoado.
O arrependimento não mata, mas condena, e não há perdão que livre uma consciência.
Não me arrependo dos erros, apenas me arrependo da forma que errei, errei tentando acertar, e foi tentando parar meus erros que estou onde estou...
Aqui, condenando as palavras, os olhares, os toques, os beijos, e os medos.
Foi justamente tendo medos, que eles se realizaram, e dor de perder é pior do quê felicidade de ganhar.
E não adianta questionar, erro é erro e não vai mudar.


sábado, 30 de abril de 2011

A falta manipula uma alma e fere um espírito



A dor me levou aonde eu estou, me levou a ver a vida de outro ângulo.
Eu não custumo me arrepender das coisas que faço e também faço tudo pra não me arrepender daquilo que não fiz.
Subestimei meus limites e fui em frente em algo que sabia que poderia ser doloroso, mas nem olhei pros lados, enfrentei o novo e encarei a realidade, fiz o que achei que devia sem ao menos imaginar as consequências.
Ao abrir os olhos eu estava lá, vivendo uma vida que não era minha, andando num carro que não era meu, tendo desejos que não me pertencia.
Eu me sentir culpada, quis fugir, tentei esconder, mas não foi o suficiente, eu já estava presa na teias dessa vida. Já fazia de conta que eu pertencia aquele mundo, como diz o ditado ”se não pode com ele, junte-se a ele”, e foi exatamente o que eu fiz, me juntei aos desejos e aos medos e transformei a sede de respostas num saciar de perguntas e hoje estou aqui, justamente numa vida que não é minha.
Antes eu sentia falta, hoje a falta me sente, antes eu que esperava, questionava, hoje sou esperada e a cada dia mais um questionamento que eu não sei como responder, as coisas foram saindo do meu controle, o que era rotina tomou novos rumos e hoje sou eu que dou desculpas, sem nenhuma vontade de saber as dos outros, hoje eu tenho meus próprios motivos, minhas próprias desculpas, minhas próprias respostas, respostas essas que eu tenho que saber responder, e que por mais irônico que seja eu não tenho como responder.
Nos primeiros momentos tive recaídas, pensei que não ia conseguir, desafiei a força dos meus limites, mas hoje que já passei por tudo isso, que vi o que sentia se desmanchar como pó, não vejo motivo pra lutar, receio que seja em vão explicar agora, mais não me custa nada apenas desabafar.
Tudo começou exatamente com aquela severa frase idiota que ele me disse, aparti daí tudo mudou, por mais que eu agisse da mesma forma, por mais que eu quisesse que tudo fosse como antes, eu sabia que não seria, eu me conhecia e pior eu conhecia ele, eu não podia ser a mesma com ele, não tinha mais clima, bom como eu disse anteriormente tudo foi saindo do meu controle e quando eu vi eu já não estava mais presa a ele.
As palavras dele me fizeram pensar, martelaram na minha cabeça, até eu finalmente perceber que já não havia mais cadeias, mais laços, mais alianças, eu estava livre e foi justamente ele que me libertou, não era o que eu queria, não precisava disso e doeu muito a noção que tive ao notar que eu já não era mais dele e ele já não era mais meu, ele podia me dizer o que quisesse, por mais que eu o amasse, que o sentimento ainda palpitasse dentro de mim, não havia compromisso, não havia regras e não havia nada pelo que lutar, ele até tentou explicar, consertar as coisas, ajeitar como diria o próprio, mas não ajudou em nada, eu sempre tive minha cabeça formada e sempre acreditei que palavra dita não se muda com desculpas, ofensas feitas não se recupera com frases prontas, é bem lógico, ele havia criado uma ferida e essa ferida não iria sicatrizar com o arrependimento dele, eu até queria que fosse fácil assim, mas a burrada já estava feita e por mais que eu quisesse eu não tinha como consertar, nunca fiz medicina ou coisa parecida, eu não era especializada em curas, apenas sabia conviver com as feridas e não sicatrizar-las.
Ele não fazia idéia do que eu sentia e eu não diria, assim como não disse, sufoquei a dor sendo o mais apaixonada possível, demonstrando todo o amor que eu sentia, colocando pra fora tudo que devia, pelo menos era o que me cabia fazer, antes que tudo aquilo me sufocasse.
Eu havia perdido a confiança nele, havia destruido os laços, havia criado minhas próprias conclusões e não havia como mudá-las, ele sabia que seria assim, ele só não imaginava que acontecesse tão rápido, assim como eu, mas aconteceu, eu perdi o respeito, o carinho e o compromisso que regia o nosso amor.
Eu continuava amando-o, querendo-o, desejando-o bem, mas já não era como antes, eu olhava pra ele agora como um amigo que eu amo, zelo, cuido, quero bem, e desejo-lhe felicidades, mas nunca como o meu namorado, como o homem que eu pensei em ter uma vida, como eu disse tudo havia mudado, e ele já previa.
A minha ausência, a minha falta de notícias, eu realmente comecei a ficar mais ocupada, a não ter tempo nem ao menos pra respirar, eu já não tentava mais lutar pra vê-lo, já não tinha motivo pra quere-lo como antes, então eu simplesmente deixei a vida me levar, já que eu não podia levá-la eu fui com ela, deixando ela me levar, e ele notou bem isso, a minha distância, a minha ausência declarada era bem aparente.
Eu quis lhe dá explicações, quis falar com ele, tentar recuperar o que havia perdido, mas não cabia a mim, não era mais meu dever, sempre tiver o dever de cuidar, de respeitar, de ser dele e somente dele, mas daquele dia em diante já não era mais assim.
Ainda me doí pensar assim, me doí ver que mais um conto de fadas virou história de terror, eu estava morta mais uma vez, e o que me cabia era apenas tentar suportar a dor tentando acalmar a dos outros, e foi isso que eu fiz.
Segurei a barra, respirei fundo e fui em frente no meu objetivo, passei a olhar pra os problemas ao meu redor e não aos meus, não as minha dores e quem sabe assim eles por si só não se resolvesse ou desaparecesse de uma vez.
Eu ainda continuaria sendo sua amiga, sua ouvinte, sua companheira, sua queridinha e ele também seria o mesmo pra mim, eu zelaria por ele como nunca, amaria ele até a minha morte, só não falaria mais nisso e não seria quem ele queria que eu fosse, como eu disse eu já não era mais sua namorada, agora eu era apenas sua amiga.
Hoje tentei falar com ele, mas ele não pode me responder e eu então como já tinha dito antes deixei a vida me levar, até o dia que tudo fique em pratos limpos, eu enfim abrir mão dele, na verdade sempre soube que não era mulher pra ele, ele merecia coisa bem melhor, então por amor a ele e por entrega total, não lutei mais por ele, apenas deixei a vida tomar seus rumos e fiz das forças coração pra não chorar mais, não desejar voltar atrás.
Hoje eu vi que a falta manipula uma alma e fere um espírito gravemente mesmo sem a gente perceber.